quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tarantino

Tarantino é o cara. Ele é foda! E digo isso, não só pelos seus filmes, que são sempre um momento mágico de diversão garantida. Digo isso porque sua genialidade vem de uma forma toda especial de influenciar. Influenciar a massa e todo o cinema ocidental!!! Isso mesmo, todo o cinema ocidental.
Fico pensando como seria hoje se o cara não tivesse, desde o seu início como cineasta, levantado a bandeira dos seus gêneros preferidos: western spaghetti, orientais, samurais, zumbis, exploitation e toda espécie de filmes tipo b?
Hoje existe uma infinidade de filmes orientais sendo assistidos no mundo todo. Graças à sua inventividade, qualidade e, também, claro, ao Quentin Tarantino!!!
Pois é, o cara sempre fez em seus trabalhos, um mix de cultura pop, trazendo à ordem do dia atores esquecidos pelo grande público (vide John Travolta em Pulp Fiction e Pam Grier em Jackie Brown) e uma panela de influências adquiridas no anos em que trabalhou como nerd-atendente de locadora.
Cães de Aluguel e Pulp Fiction levaram a violência ao extremo sem agredir os fãs do gênero. Jackie Brown, que para muitos é o mais fraco dos filmes de Tarantino, ressuscitou o exploitation de forma engraçada e agradável.
Depois de um bom tempo envolvido em um único filme, Tarantino cometeu o petardo chamado Kill Bill vol 1 e vol 2. Neste filme ele não deixou dúvidas quanto à suas influências cinematográficas e, de uma só vez, trouxe à consagração os velhos filmes de faroeste e de ação de Hong Kong.
E pensar que essa mente insana começou em uma locadora de bairro e ganhou asas quando Tarantino, para levantar dinheiro e tentar a vida como cineasta, escreveu seus primeiros roteiros (Amor à queima roupa e Assassinos por natureza), consagrados nas mãos de outros diretores.
Mas, apesar de ser exímio roteirista, Tarantino não se faz de rogado e sempre traz para suas obras adaptações de autores malditos.
Hoje, em cartaz com Death Proof, seu segmento no projeto Grindhouse, junto com o amigo Robert Rodriguez (Planet Terror), Tarantino, mais uma vez, recebe uma saraivada de críticas, algumas elogiosas e outras nem tanto. Ele é assim, ame-o ou deixe-o.
Toda a sua produção cinematográfica, sem dúvida, abriu portas para novos diretores não menos polêmicos (veja o caso do Eli Roth) e para as produções do oriente. Por influência sua, o ocidente passou a aceitar os orientais e suas obras primas, e a olhar com novos olhos o velho cinemão barato de outrora.
Dessa forma, só tenho uma coisa a dizer: dá-lhe Tarantino!!!! O cinema dos anos 00's é outro graças a visionários e malucos como esse figurão aí de cima!

6 comentários:

osvaldo neto disse...

Assim que rolar um tempinho lerei o seu novo post, mas estou vindo aqui pra te dizer que teus DVD's estão a caminho e com uma cópia esperta do TROPA DE ELITE. ;)

Mais detalhes no seu e-mail. Abraços.

jamagonça disse...

valeu, grande Osvaldo!

Osvaldo disse...

Por nada! Já li o post. Tarantino é mesmo o cara. Pena que tenha gente que diga que os seus filmes são melhores do que aqueles em que ele se inspirou. Acho isso uma babaquice.

Bjs.

Heraclito disse...

Pode me incluir entre os grandes fans do Tarantino!

Andros Renatus disse...

Tarantino é foda, gosto dele, tem forma e tem conteúdo! Mas os clássicos em que ele se inspira são insuperáveis! Possuem ainda mais forma e ainda mais conteúdo!

Leandro Caraça disse...

Tarantino é um falastrão. Uma criança mimada e vagabundo de carteirinha. E também é um dos grandes cineastas da atualidade.