terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Parece-me que coisas novas do The Smashing Pumpkins estão por surgir. Notícia do MúsicaSocial relatando uma série de 44 novas músicas a serem lançadas em 11 EPs para, ao final, formarem o álbum Teargarden by Kaleidyscope a ser disponibilizado gratuitamente no site oficial da banda.
Amo muito essa banda. No MusicaSocial tem link para a primeira música "A song for a son". Baixa lá!




O texto aí embaixo é de um amigo muito querido, artista, poeta, músico e claro, louco como todo sonhador. Talvez ele jamais saiba deste meu pequeno "empréstimo". Mas quero compartilhar com os poucos loucos que aqui comparecem, o lirismo e delicadeza de seus pensamentos. Ao final tem um link de orkut que leva a outros textos e músicas suas.
"O gigante que mastiga estrelas"


As constelações já disseram, em linguagem de estrela, que o tamanho de todos equipara-se à imensa extensão de um grão de areia. E a matéria canta, em quanta, e tanto, que em partículas ainda menores que a extensão de toda ciência conhecida reside a essência de toda matéria.
No universo, o bom mesmo é ser pequenino, não de pouca força ou frágil, mas pequenino. Parece-me que isso é, de fato, apenas a conseqüência de uma boa olhada nas coisas como elas efetivamente são.
Entretanto, é na ilusão das aparências que o céu se perde em azul profundo...
E o azul, onde eu me perco percorrendo com meu olhar, é tão bonito de se ver que, reparem, nada que se coma por aí é naturalmente azul. Segundo a natureza, o azul é tão bonito que não comestível... Existe uma fruta azul? Azul de comer? Só se for chiclete... Uma irritante fruta que tem o poder de transformar os homens em ruminantes...
Eis que um velho bicho-grilo contou-me, certa feita, que já houve um gigante, que mastigava as estrelas. Cricrilava o tal doido que não sabia como o gigante conseguia mastigar coisas tão pontiagudas...
Enquanto isso, sabedor da forma esférica de tais astros, eu imaginava o gigante estourando bolas de estrela de mascar, com feixes de luz intermitentes a cada vez que ele abrisse e fechasse sua boca, como se fosse um gado faminto num pasto brilhante de estrelas azuis...
O gigante deve andar de terno e gravata por aí, assinando tratados, elaborando leis, julgando pessoas, fazendo discursos, mastigando as estrelas e pisando nas pessoas, sem olhar ou ver. E nem adianta mostrar. Ele não consegue ver, sequer, que, a cada estrela mascada, a noite fica um pouquinho mais escura.
Dizem, também, que o gigante sofre de queimação estomacal e que lhe fora diagnosticada, se bem que precocemente, uma úlcera. Aliás, os médicos dizem que tudo isso se dá, devido às altas doses de hidrogênio que compõem a dieta do gigante, que, compulsivamente mastiga as estrelas e com elas assopra bolas de luz.
Pobre do gigante, que não consegue ver as menores coisas, porque grande, e que se ilude pensando que é muito grande, porque pequeno... Acorda, gigante, grande é o pasto! O pasto que não tem úlcera no estômago e sempre está disposto a brincar com o infinitamente pequeno, fazendo brotar novas estrelas, que ainda vão matar o tal gigante.


Eduvaldo Costa Junior. Poeta. Músico.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Indicados Globo de Ouro 2010

Aqui vai o termômetro do Oscar 2010. A lista está meio tosca, sem os diretores, mas iremos colocando-os conforme tecermos os devidos comentários nos momentos oportunos em que assistirmos aos filmes. Alguns, obviamente, já assistimos.

Melhor Filme Dramático:


"Avatar" (2009)
"Guerra ao Terror" (2008)
"Inglourious Basterds" (2009)
"Precious" (2009)
"Up in the Air" (2009)

Melhor Musical ou Comédia:

"500 Dias com Ela" (2009)
"Se Beber Não Case" (2009)
"It's Complicated" (2009)
"Julie e Julia" (2009)
"Nine" (2009)

Melhor Ator de Drama:

Jeff Bridges por "Crazy Heart" (2009)
George Clooney por "Up in the Air" (2009)
Colin Firth por "A Single Man" (2009)
Morgan Freeman por "Invictus" (2009)
Tobey Maguire por "Brothers" (2009)

Melhor Atriz de Drama:

Emily Blunt por "The Young Victoria" (2009)
Sandra Bullock por "The Blind Side" (2009)
Helen Mirren por "The Last Station" (2009)
Carey Mulligan por "An Education" (2009)
Gabourey 'Gabby' Sidibe por "Precious" (2009)

Melhor Ator de Musical ou Comédia:

Matt Damon por "The Informant!" (2009)
Daniel Day-Lewis por "Nine" (2009)
Robert Downey Jr. por "Sherlock Holmes" (2009)
Joseph Gordon-Levitt por "500 Dias com Ela" (2009)
Michael Stuhlbarg por "A Serious Man" (2009)

Melhor Atriz de Musical ou Comédia:

Sandra Bullock por "A Proposta" (2009)
Marion Cotillard por "Nine" (2009)
Julia Roberts por "Duplicidade" (2009)
Meryl Streep por "It's Complicated" (2009)
Meryl Streep por "Julie e Julia" (2009)

Melhor Ator Coadjuvante:

Matt Damon por "Invictus" (2009)
Woody Harrelson por "O Mensageiro" (2009)
Christopher Plummer por "The Last Station" (2009)
Stanley Tucci por "The Lovely Bones" (2009)
Christoph Waltz por "Bastardos Inglórios" (2009)



Melhor Atriz Coadjuvante:

Penélope Cruz por "Nine" (2009)
Vera Farmiga por "Up in the Air" (2009)
Anna Kendrick por "Up in the Air" (2009)
Mo'Nique por "Precious" (2009)
Julianne Moore por "A Single Man" (2009)



Melhor Diretor:

Jason Rietman ("Up in the Air")
James Cameron ("Avatar")
Quentin Tarantino ("Bastardos Inglórios")
Clint Eastwood ("Invictus")
Kathryn Bigelow ("Guerra ao Terror")
Melhor Roteiro:

"Distrito 9"
"It's Complicated"
"Up in the Air"
"Bastardos Inglórios"
"Guerra ao Terror"

Melhor Canção Original:

Cinema Italiano - "Nine"
I See You - "Avatar"
(I Want To) Come Home - "Everybody's Fine"
The Weary Kind - "Crazy Heart"
Winter - "Brothers"

Melhor Trilha Sonora:

"The Informant!"
"Up - Altas Aventuras"
"Where the Wild Things Are"
"Avatar"
"A Single Man"

Melhor Filme Estrangeiro:

"Baaría - A Porta do Vento"
"Abraços Partidos"
"La Nana"
"Un Prophète"
"A Fita Branca"

Melhor Animação:

"Up - Altas Aventuras"
"Tá Chovendo Hambúrguer"
"Coraline e o Mundo Secreto"
"A Princesa e o Sapo"
"O Fantástico Sr. Raposo"

Melhor Série de TV (Drama):

"Big Love"
"Dexter"
"House"
"Mad Men"
"True Blood"

Melhor Série de TV (Musical ou Comédia):

"Entourage"
"Glee"
"The Office"
"Mordern Family"
"30 Rock"

Melhor Minissérie ou Filme produzido para TV:

"Georgia O'Keeffe"
"Grey Gardens"
"Little Dorrit"
"Taking Chance"
"Into the Storm"

Melhor Ator em Minissérie ou Filme produzido para TV (Drama):

Kevin Bacon, por "Taking Chance"
Kenneth Branagh, por "Wallander"
Brendan Gleeson, por "Into the Storm"
Jeremy Irons, por "Georgia O'Keeffe"
Chiwetel Ejiofor, por "Endgame"

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme produzido para TV (Drama):

Joan Allen, por "Georgia O'Keeffe"
Drew Barrymore, por "Grey Gardens"
Jessica Lange, por "Grey Gardens"
Anna Paquin, por "The Courageous Heart of Irena Sendler"
Sigourney Weaver, por "Prayers for Bobby"

Melhor Ator em Série de TV (Comédia ou Musical):

Alec Baldwin, por "30 Rock"
Steve Carell, por "The Office"
David Duchovny, por "Californication"
Thomas Jane, por "Hung"
Matthew Morrison, por "Glee"

Melhor Atriz em Série de TV (Comédia ou Musical):

Toni Collette, por "United States of Tara"
Courteney Cox, por "Cougar Town"
Edie Falco, por "Nurse Jackie"
Tina Fey, por "30 Rock"
Lea Michele, por "Glee"

Melhor Ator em Série de TV (Drama):

Simon Baker, por "The Mentalist"
Michael C. Hall, por "Dexter"
Jon Hamm, por "Mad Men"
Hugh Laurie, por "House"
Bill Paxton, por "Big Love"

Melhor Atriz em Série de TV (Drama):

Gleen Close, por "Damages"
January Jones, por "Mad Men"
Julianna Margulies, por "The Good Wife"
Anna Paquin, por "True Blood"
Kyra Sedgwick, por "The Closer"

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme produzido para TV:

Michael Emerson, por "Lost"
Neil Patrick Harris, por "How I Met Your Mother"
William Hurt, por "Damages"
John Lithgow, por "Dexter"
Jeremy Piven, por "Entourage"

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme produzido para TV:

Rose Byrne, por "Damages"
Jane Adams, por "Hung"
Jane Lynch, por "Glee"
Janet McTeer, por "Into the Storm"
Chlöe Sevigny, por "Big Love"



quinta-feira, 26 de novembro de 2009


INGLOURIOUS BASTERDS (BASTARDOS INGLÓRIOS) - Quentin Tarantino, EUA/ALE/FRA, 2009.

PQP. Tarantino tinindo, em seus melhores dias, mas com um plus: mais maduro. Tarantino é o cara! Sabe como ninguém fazer um cinema interessante, cheio de homenagens e influências. E ainda: consegue ser artisticamente popular! Neste Inglourious Basterds o tema é sério, o holocausto, mas a abordagem, feita com  a ironia tarantiana de sempre. E somente essa fina ironia (que apesar de fina é cheia de podreira meta linguística) poderia recriar a história da Segunda Guerra Mundial e fazer com Hitler e seus asceclas o que o mundo inteiro desejou um dia.Cinema de arte de primeira. Cinema-diversão de primeira.

domingo, 22 de novembro de 2009

Conferindo Inglourious Basterds. E nada me tira da cabeça que Tarantino é o cara!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009


Das Weisse Band (A Fita Branca) - Michael Haneke, AUS/FRA/ALE/ITA, 2.009

PQP!!!!!! Filmão. Michael Haneke, mais uma vez superando-se. Ganhou MERECIDAMENTE Cannes este ano, a despeito da crítica de alguns dizendo que o prêmio só foi conquistado porque a presidente do juri era Isabelle Huppert, atriz que já trabalhou com Haneke em La Pianiste e Le Temps du loup. Discordo inteiramente dessa tese. Primeiro porque Isabelle é a musa de Claude Chabrol e não necessariamente de Haneke, e segundo porque A Fita Branca é um excelente filme que põe o dedo em feridas da humanidade que ganharam destaque na Segunda Guerra Mundial mas que sempre existiram e até hoje nos brinda com a sua presença por vezes velada: a intolerância e o preconceito.
Assistir a um filme como este é lembrar que o cinema é uma arte voltada para o estudo da alma humana e que, de tempos em tempos, somos presenteados com obras-primas inesquecíveis.

PS. Assistir a La Pianiste e Le Temps du loup ambos de Michael Haneke é uma boa idéia. Aliás, assistir a toda a obra de Haneke é um exercício necessário para tomar contato com o que o cinema europeu tem de melhor hoje (quando assisti a Violência Gratuita, o original, de 1997, me lembro que foi em um sábado à noite. Fui dormir passando mal. O cinema de Haneke faz isso, põe o dedo em nossas feridas e nunca passa incólume).


Apagão? Raio em subestação?
Maior sensação de deja vu!

domingo, 8 de novembro de 2009

Sabem esse DVD do Duran Duran Live from London que está passando a toda hora em comerciais na tv? Pois é, grudou na minha cabeça. Só por medida de segurança, vou baixá-lo e fazer meu revival particular anos 80´s! Triste isso!

domingo, 1 de novembro de 2009

Aguardando ANSIOSAMENTE um torrent DVDRip:

Inglourious Basterds - Quentin Tarantino
ASSISTINDO:

Serbis - Brillante Mendoza
Jennifer´s Body - Diablo Cody
Moon - Duncan Jones
The Girlfriend Experience - Steven Soderbergh

domingo, 25 de outubro de 2009

A ausência é temporária, mas necessária para colocar a "casa no lugar". O trabalho me consome por inteira nesses tempos de responsabilidade e perspectiva de crescimento. Porém, a loucura ainda é a mesma e os preceitos de sempre estão mais presentes do que nunca. Aparentemente prostituída pelo trabalho, mas no fundo a mesma mente deturpada dos tempos de antes!
E para desopilar o fígado, assistindo duas bombas hollywoodianas: 2012: o ano da profecia e O dia em que a terra parou (esse mesmo, o novo, com Keanu Reeves).
Durante a semana, devo assistir ao ótimo Serbis, do filipino Brillante Mendoza, que já pingou no MakingOff e já está devidamente em meu hd.
Também devo terminar de assistir Antichrist do Lars Von Trier, gentilmente cedido pela querida FinaEndor mas que, por conta do trabalho, ainda não pude terminá-lo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Anybody here?
Estou me sentindo bastante sozinha. É bem estranho esse sentimento. E mais estranho ainda é escrever sobre isso aqui sabendo que, sei lá, ninguém lê!

domingo, 11 de outubro de 2009

Gostaria de sair, por completo, do meu corpo físico, por alguns instantes, e me observar...Devo ser patética... Disfuncional sei que sou! Disfuncional, distraída, incomodada na minha existência... É bem difícil, às vezes, esconder o que de fato se é. O corpo, a matéria são as coisas visíveis em mim. Minha mente, poucas pessoas conhecem de fato. Quem me conhece, de fato, gosta bastante de mim. Afinal, apesar das minhas explosões emocionais, sou bacana... e do bem. Mas ando bastante incomodada com as poucas pessoas que me conhecem mesmo e que gostam de mim. São todas muito diferentes de mim. Culturalmente, principalmente. É difícil gostar de coisas que as pessoas mais próximas sequer se tocam que existem. O mundo aí fora é bem grande. E a casquinha em que vivemos, todos nós, é bem limitada. Já dizia Hermann Hesse, em um dos seus maravilhosos livros, não sei bem qual, acho que foi no "Demian", se não me engano: para se conquistar o mundo, há que sair da casca; e para sair dela, há que quebrá-la. Me sinto bem sozinha nas minhas loucuras e viagens pop-culturais. Por perto, ninguém gosta de cinema-arte como eu gosto...Ninguém gosta de literatura como eu gosto...enfim... Não tenho com quem conversar a respeito de artes em geral.
Estou sozinha e escutando "Dois" do album Sweet Jardim da Tiê. Porque estou deprê e no momento interajo comigo mesma.

sábado, 10 de outubro de 2009


Aguardando, com uma certa ansiedade.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Notaram?
Estou tosca hoje. Demasiadamente tosca.

Eu gosto do Rob Zombie. Seus filmes são podreira da melhor qualidade. Só para aficcionados, é claro. Mas confesso que só agora consegui assistir ao seu Halloween. E vamos combinar, contar a história da infância do Mike Myers reinterpretando-a livremente é praticamente desconstruir o mito! Bom, mas mesmo assim, até que ficou um pouquinho interessante esse início de filme. Depois, com o Mike Myers adulto e moendo tudo, caiu na história comum. Mas vale a pena notar o estilo do Zombie, sempre presente, mesmo quando o trabalho não é lá aquelas coisa. Além do mais, o filme também serve para elocubrarmos sobre a cultura pop impregnada em tudo hoje em dia, já que o Mike Myers criança (e sua psicose infantil) mais parece um mini Kurt Cobain, com a pequena diferença de que este canalizou todos os seus problemas de outrora em músicas cruas e viscerais, e causou muito mal, mas muito mal mesmo, mas somente a ele. Como legado, não deixou morte e destruição, a despeito de seu suicídio, mas brindou-nos com uma revolução musico-cultural e com o já tão esmiuçado e cansativamente analisado romper da barreira entre underground e mainstream.
Hã...e para quem quiser assistir um BOM terror, corre já atrás do Drag Me to Hell do Sam Raimi. Não é uma obra-prima, mas para o cinemão norte-americano de hoje, com seus infinitos remakes asiaticos e remakes dos remakes, é uma boa pedida, com alguns sustos e prodreira a dar com pau!
Esqueçam o estilo "retardado" de ser da Mallu Magalhães. Para cantar folk não precisa ser retardado. Basta ser doidinho(a) naturalmente, sem forçar nada. E ter estilo, é claro. E isso a paulistana Tiê tem de sobra. Ela faz um folk bem bacana, sério e com letras desconcertantes de tão tristes, às vezes. E a vibe dela é ser natural. Declarou que começou a carreira por influência de Toquinho (com quem excursionou) e que aprendeu a tocar piano e violão somente no ano passado. E só sabe tocar as próprias composições. O som é bem cru, mas vale a pena uma conferida. O disco, bem lírico, é esse logo acima e chama-se Sweet Jardim.

sábado, 3 de outubro de 2009

Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estupradores e ladrões Vamos celebrar a estupidez do povo Nossa polícia e televisão Vamos celebrar nosso governo E nosso estado que não é nação Celebrar a juventude sem escola As crianças mortas Celebrar nossa desunião Vamos celebrar Eros e Thanatos Persephone e Hades Vamos celebrar nossa tristeza Vamos celebrar nossa vaidade Vamos comemorar como idiotas A cada fevereiro e feriado Todos os mortos na estrada Os mortos por falta de hospitais Vamos celebrar nossa justiça A ganância e a difamação Vamos celebrar os preconceitos O voto dos analfabetos Comemorar a água podre E todos os impostos Queimadas mentiras e sequestro Nosso castelo de cartas marcadas O trabalho escravo Nosso pequeno universo Toda hipocrisia e toda afetação Todo roubo e toda a indiferença Vamos celebrar epidemias: É a festa da torcida campeã!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aguardando ansiosamente...


E que venha a primavera...


TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO.

sábado, 5 de setembro de 2009

Quem é a mais nova assessora jurídica e política do Prefeito da cidade vizinha? Quem? Quem? Ok, ok, eu sei que isso parece prostituição ideológica. Mas, por agora, vou deixar a revolução para depois e vou trabalhar direitinho para ganhar um pouco de dinheirinho e, quando eu puder revolucionar o mundo, quero fazê-lo com um pouco de dinheiro no bolso, porque auto piedade só funciona se for na literatura. A vida real é bem mais dura e difícil e seu eu puder enfrentá-la com as bufas cheias, não vou recusar, não. Depois me preocupo com minha reputação rock and roll.
Eu, JamaGonça, 31 anos, drogada e prostituída pela Prefeitura da cidade vizinha.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Crítica feita pela Ana Maria Bahiana no seu blog sobre cinema (http://anamariabahiana.blog.uol.com.br/) sobre o novo filme "Bright Star", concorrente em Cannes´09, da adoradíssima Jane Campion:
"Em outro século que não as décadas românticas do início do 19, ela seria uma designer dessas que dá ataque e faz beicinho e ele, provavelmente, um rockstar emo/shoegazer".
Adorei a definição sobre o mocinho do filme. O grifo em rockstar emo/shoegazer é meu, mas vamos esclarecer uma coisa Ana Maria Bahiana: emo é BEM diferente de shoegazer!!!!!!! Não assisti ao filme ainda, mas acredito que, pelo que ela descreve em sua crítica, a melhor definição seria "rockstar shoegazer", tiremos o emo, e deixemos a história um pouco mais interessante, não? Afinal, apesar de shoegazer não combinar muito com a figura de um rockstar, por conta da sua postura no palco (e pelo menos não aquela cantada pelo Liam Gallagher em "Rock´n Roll Star), um shoegazer É um rockstar por excelência, mesmo sem querer! Coisa que os emos tentam, tentam e, obviamente, não conseguem, porque não passam de meninos "bicudinhos" chorando por, argh!!! amor!
Enfim, delirei neste post só para dizer que quero muito assistir a esse filme da Jane Campion e, sim, eu adoro os shoegazers, começando por My Bloody Valentine, passando por Cocteau Twins, Jesus and Mary Chain e, claro, The Smashing Pumpkins que eu juro que é shoegazer, apesar da postura diferenciada.
Quanto ao filme, como ainda não o assisti, não falarei nada sobre ele. Deem uma passada no blog da Ana Maria Bahiana que ela já assistiu e já emitiu seu parecer.

Discão esse "Swoon", novo trabalho do Silversun Pickups, lançado este ano. Só agora pude ouvi-lo com a devida acuidade. Bem, antes tarde do que nunca! É a mesma ambiência e uma vibe muito parecida com o disco de estréia "Carnavas" de 2006 desta que para mim é uma das melhores bandas atualmente. "Os caras" (lembrando que tem uma menina na formação) são de Los Angeles e têm uma sonoridade levemente parecida com The Smashing Pumpkins nos melhores momentos de Billy Corgan.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dogville Confessions - Sami Saif, DIN, 2003.


Documentário bacana sobre os bastidores do filme Dogville do Diretor Lars Von Trier. Mostra toda a dificuldade em fazer Dogville e todas as implicações resultantes desse trabalho polêmico e autoral, feito por um diretor considerado (por ele mesmo) como um gênio (e o melhor do mundo) e composto por atores em ponto de ebulição. O mais interessante é que justamente a grande estrela do filme, Nicole Kidman, foi a que menos deu trabalho ao diretor, apesar de seu papel bastante pesado. E no documentário podemos assisitir a um Paul Bettany bastante estressado e arrogante. É um filme para quem aprecia Lars Von Trier. Tanto o Documentário quanto Dogville. Vale uma conferida, assim mesmo.

Hoje é Dia Mundial do "Toca RAUUULLLLL" para delírio geral da tribo mais chata deste universo, os raulzetes-que-acreditam-que-raul-é-a-coisa-mais-legal-do-mundo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009


Buda as sharm foru rikht (E Buda desabou de vergonha) - Hana Makhmalbaf, IRÃ, 2007.

É um filme que espelha a diferença surreal que hoje separa o ocidente do oriente. Trata-se de uma pequena fábula sobre uma menininha afegã que inicia uma jornada (literal e fisicamente) em direção à uma escola só para meninas, do outro lado do rio. No caminho ela se depara com a intolerância (humana e sobretudo masculina comuns a tais sociedades) e com os desígnios de um povo fundamentalista baseado em dogmas desumanos inseridos como cancros bem no ventre
da sociedade médio-oriental e que alimenta o ódio pelo nada que por ventura nem conhecem. É um pequeno-grande filme que conta uma história inserida na história atual do Afeganistão. Não que sejamos a favor do imperialismo norte-americano e da massificação ocidental e simplesmente críticos cegos desta sociedade médio-oriental. Muito longe disso. Mas aceitar sociedades injustas movidas pelo ódio puro e simplesmente, desprovidas de qualquer humanidade, é algo inconcebível até. Aqui, então, os Estados Unidos (e sua hipocrisia niveladora de idéias) até poderiam ser os mocinhos.

Consumo em Massa








Olha só as camisetinhas bacanérrimas que eu comprei hoje. VALEU PORCARIA DE SALÁRIO, pelo menos deu para comprar essa belezuras aí!!!!!!!!!!!!!!! Adoro!!!!!!!!!!!!!
links para as camisetas: