Há muuuuuito tempo que eu não assitiu uma coisa tão divertida quanto este filme. Bagaceiro total. Divertimento do começo ao fim. Muitas reviravoltas e, ao final, a certeza de total divertimento e esquecimento dos problemas da vida real.
Este é um espaço para a cultura em geral e as minhas esquisitices. Não hospedamos qualquer tipo de arquivo, apenas postamos links interessantes para arquivos carregados por teceiros. Entre, leia, ouça, critique e divirta-se.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
O Escafandro e a Borboleta
Um filme sobre uma história triste. Mas gera o efeito de tornar corações apertados um pouquinho mais alegres. Foi feito, sim, para alegrar. É sobre as possibilidades que a vida nos oferece. E nada mais.
Piranha
Pérola trash. Mais que isso, clássico do cinema trash. Todos os elementos dos filmes b´s estão lá. Altamente recomendável. Mas só para iniciados na bagaceira.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
The Darjeeling Limited
Wes Anderson é um cineasta interessante. Seus filmes são interessantes porque tocam sempre em alguma ferida aberta de maneira engaçada e leve. Este Viagem a Darjeeling não foge à regra andersiana. Porém, não é o melhor de seus trabalhos. Faltou alguma coisa. Um nexo causal, talvez. Mas ainda assim vale a pena ser visto. Porque é engraçado e sério ao mesmo tempo. Tocante e casual. Dica: antes de assitir a Viagem a Darjeeling, assistam ao curta Hotel Chevalier, com a Natalie Portman. Assim o longa vai fazer um pouco mais de sentido.
Funny Games US
Sou fã do Michael Haneke. Gosto muito da Naomi Watts. Acho o Tim Roth muito bom. Aprecio demais o Michael Pitt. Mas este remake, feito para o mercado norte-americano, embora seja uma releitura quase que absolutamente fiel ao filme original, é absolutamente desnecessária. Porque alterar aquilo que já é inesquecível? Só porque o norte-americano médio não gosta de assistir filmes com legendas? Para o inferno com o norte-americano!!!! Funny Games, o original, já era um dos filmes mais viscerais do cinema atual, não precisava ser reinterpretado para um mercado mais burro e conservador. O filme original todo está lá, neste novo longa, mas cenas importantes foram, sim, reinterpretadas. Por exemplo: a cena em que a mãe, aqui Naomi Watts, tem que tirar a roupa na frente de todo mundo, uma das cenas mais desconfortáveis do original, aqui ficou parecendo uma brincadeira de mal gosto. A Naomi tira a roupa, mas nada aparece. No original, a atriz alemã tirava a roupa e era focalizada integralmente, mostrando toda a sua vergonha e humilhação.
Enfim, para quem não assistiu Funny Games original, este remake parecerá forte. Mas se tiverem a oportunidade assistam o original e depois este, porque aí poderão perceber o que de fato é cinema visceral e transgressor.
Enfim, para quem não assistiu Funny Games original, este remake parecerá forte. Mas se tiverem a oportunidade assistam o original e depois este, porque aí poderão perceber o que de fato é cinema visceral e transgressor.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Pessoinhas importantes!!!

Nunca coloquei foto pessoal aqui neste blog, mas hoje vou fugir à regra por uma causa importante. Desconfio que receberei a visita, neste blog, destas pessoinhas aí em cima, que fisicamente estão longe, mas em pensamento e alma estão bem perto, aqui no meu coração.
É a galerinha L: Lipão, Lara e Lívia (vulgo as gêmeas Lala e Lili). Priminhos mais que queridos. Saudades, saudades...
É a galerinha L: Lipão, Lara e Lívia (vulgo as gêmeas Lala e Lili). Priminhos mais que queridos. Saudades, saudades...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Asterix e Obelix contra César
Fui ao médico ontem e, como não podia ser diferente, fiquei horas esperando pela consulta. Mas valeu pelo menos para uma coisa: enquanto esperava pude assistir, lá no consultório mesmo, ao ótimo Asterix e Obelix contra César, que estava passando na nostálgica Sessão da Tarde. Valeu Dr. pela ótima tarde cinematográfica!!!!
REC
Mistura de A Bruxa de Blair com Extermínio. Altamente recomendável para quem quer um divertimento com alguns sustos!
quinta-feira, 10 de abril de 2008
The Man from the Earth
Ontem assisti a um filme muito interessante baseado na obra de Jerome Bixby, aclamado escritor de ficção científica. O filme tem lá seus erros, mas tudo bem, porque esses erros são em função do livro também.
O filme é sobre um professor universitário muito querido em seu meio que decide demitir-se e ir embora. Seus colegas da universidade querem saber o porquê de sua decisão. Então ele conta que costuma ficar apenas 10 anos em cada local que passa, porque as pessoas acabam percebendo que ele não envelhece. Explica-se: ele tem 14.000 anos.
As pessoas se assustam com tal declaração e, à medida que ele vai contando sua história, começam a acreditar nela.
O filme não é uma obra prima, mas nos faz pensar. Algumas passagens, parecem forçadas demais, como por exemplo, o fato de o professor, ao longo de sua vida, ter conhecido grandes nomes da história mundial. Mas no final, as peças se encaixam e esse filme exclusivamente pautado em diálogos, acaba fazendo um certo sentido.
É um bom programa para quem quer pensar um pouco na vida.
O filme é sobre um professor universitário muito querido em seu meio que decide demitir-se e ir embora. Seus colegas da universidade querem saber o porquê de sua decisão. Então ele conta que costuma ficar apenas 10 anos em cada local que passa, porque as pessoas acabam percebendo que ele não envelhece. Explica-se: ele tem 14.000 anos.
As pessoas se assustam com tal declaração e, à medida que ele vai contando sua história, começam a acreditar nela.
O filme não é uma obra prima, mas nos faz pensar. Algumas passagens, parecem forçadas demais, como por exemplo, o fato de o professor, ao longo de sua vida, ter conhecido grandes nomes da história mundial. Mas no final, as peças se encaixam e esse filme exclusivamente pautado em diálogos, acaba fazendo um certo sentido.
É um bom programa para quem quer pensar um pouco na vida.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
De volta...
E tentando estabelecer uma rotina mais específica para o blog.
Em breve, voltaremos ao normal.
Mas que normal, cara pálida???????
Em breve, voltaremos ao normal.
Mas que normal, cara pálida???????
domingo, 23 de março de 2008
Yoñlu

Link para o disco póstumo do menino porto-alegrense que abreviou a vida aos dezesseis anos está no ótimo blog amigo Música Social.
Passem lá.
Passem lá.
quinta-feira, 20 de março de 2008
There Will Be Blood
Baita filmão!! PQP!! Paul Thomas Anderson cometeu mais uma grande obra, tal qual Boogie Nights e Magnólia, e depois do fraquinho Punch Drunk Love.
Esse Sangue Negro é um filme de dois grandes do cinema: o próprio diretor que já mostrou para que veio e o ator Daniel Day-Lewis, construindo mais um personagem inesquecível. E, graças a Deus, levando mais um Oscar por isso.
Pena que o filme tenha algumas falhinhas de continuidade, imperceptíveis até, mas existentes, sim. O que poderia atentar contra a sua alcunha de obra prima.
Mas nem por isso deixa, em momento algum, de ser um grande filme.
Façamos assim, então, There Will Be Blood é uma obra prima com algumas falhinhas de continuidade. E só. Tenho dito.
Esse Sangue Negro é um filme de dois grandes do cinema: o próprio diretor que já mostrou para que veio e o ator Daniel Day-Lewis, construindo mais um personagem inesquecível. E, graças a Deus, levando mais um Oscar por isso.
Pena que o filme tenha algumas falhinhas de continuidade, imperceptíveis até, mas existentes, sim. O que poderia atentar contra a sua alcunha de obra prima.
Mas nem por isso deixa, em momento algum, de ser um grande filme.
Façamos assim, então, There Will Be Blood é uma obra prima com algumas falhinhas de continuidade. E só. Tenho dito.
quarta-feira, 19 de março de 2008
XXY
Muito bom esse filme Argentino, vencedor da Semana da Crítica do Festival Internacional de Cinema de Cannes, sobre o drama de uma família com uma filha(o) hermafrodita. Tema difícil e complexo, tratado de maneira delicada e pungente. Belo exemplo do cinema de qualidade feito hoje em dia na "hermana" Argentina. E feito por uma mulher. Acho que já expressei aqui a minha alegria pelos trabalhos femininos no cinema atualmente. São as mulheres ocupando seus lugares na sétima arte, não só como divas descerebradas e maravilhosas, mas agora, como comandantes de maravilhosos trabalhos autorais.
MakingOff
A quem interessar possa, o MakingOff voltou parcialmente, faz alguns dias. O forum não está todo lá, mas os links para os filmes, sim. Espero, realmente, que os administradores consigam resolver definitivamente o problema de tráfego, e possamos ter o forum de volta por inteiro. Vida longa ao MakingOff!!!!!!
segunda-feira, 10 de março de 2008
MakingOff
Gente, o MakingOff está com problemas. Os moderadores dizem que o fórum cresceu muito e o sítio em que ele estava hospedado não suportou tamanho tráfego. Ainda, segundo o Maxie, um dos "caras " do fórum, até que o problema seja resolvido, o site fica fora do ar. Desespero total!!!!!!!Quem é usuário do fórum sabe do que eu estou falando, afinal, trata-se do melhor fórum brasileiro de filmes. Lá só tem (tinha?????) coisas preciosas.
Mas vamos torcer para que os moderadores achem uma saída lógica e racional para o fórum e que ele retorne em breve. Afinal, somos brasileiros e não desistimos nunca!!!!!
Para os "cabeças" do MakingOff, se precisarem de qualquer coisa, ajuda, coisas assim, por favor, desfrutem dessa humilde usuária e fã.
Grande abraço.
Ansiosos pelo retorno!!!!!
terça-feira, 4 de março de 2008
Diablo Cody

Dá-lhe Diablo Cody, a ex stripper e mais nova sensação do cinema norte-americano é também um sopro de criatividade daquele desgastado mundo do faz-de-conta.
Nascida Brook Busey e stripper por opção e curiosidade esta é a mais nova "the next big thing" roteirista desbocada e alucinantemente pop que o cinema já conheceu.
Para os desavidados de plantão, assistam Juno, vencedor este ano do Oscar de melhor roteiro original (aliás, roteiro da mocinha insana aí em cima) e entenda o que eu estou falando.
E viva as novidades!!!!
Nascida Brook Busey e stripper por opção e curiosidade esta é a mais nova "the next big thing" roteirista desbocada e alucinantemente pop que o cinema já conheceu.
Para os desavidados de plantão, assistam Juno, vencedor este ano do Oscar de melhor roteiro original (aliás, roteiro da mocinha insana aí em cima) e entenda o que eu estou falando.
E viva as novidades!!!!
Judd Apatow e Seth Rogen
Knocked Up (Ligeiramente Grávidos) - Judd Apatow, EUA, 2007.SENSIVELMENTE ENGRAÇADO!!!
Existe uma galera nova por aí, atuando, dirigindo e escrevendo para o cinema norte-americano que representa um sopro de criatividade e deliciosa maluquice. Atrás dos dois filmes acima estão os "brothers" Judd Apatow e Seth Rogen que fazem parte dessa turma que está inovando a "nerdisse" do cinema besteirol de qualidade.
Assistam, assistam, assistam!!!
Assistam, assistam, assistam!!!
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Tio Patinhas versus Daniel Plainveiw
Ótima comparação de "A Saga do Tio Patinhas" de Dan Rosa com o oscarizável "Sangue Negro" de P. T. Anderson. Dá uma olhada lá no http://buchinsky.zip.net/
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Já faz um tempo que estou para postar aqui o discão do Violins (Tribunal Surdo), mas até hoje não tinha conseguido um link bom. Mas agora, eis que consegui. Então, é só clicar no link abaixo e pegar a bolachinha, ok?
Violins - Grupo De Extermínio De Aberrações
Violins - Tribunal Surdo
Violins - Grupo De Extermínio De Aberrações
Atenção, atenção!
Prestem atenção ao que vamos dizer
Nós somos o Grupo de Extermínio de Aberrações
de toda sorte que você possa conceber
vindo até vocês pra pedir
qualquer quantia que se possa fornecer
e eu garanto que seus filhos agradecem
por crescer sem ter que conviver
com bichas e michês
e pretos na tv
Tá faltando soco inglês
o estoque de extintor não chega ao fim do mês
não to pedindo aqui fortuna pra vocês
a gente quer limpar o mundo de uma vez
Ei, amigão, amigão!
abaixa essa arma que é melhor para você
Nós somos o Grupo de Extermínio de Aberrações
e não viemos pra ofender
viemos receber sem medo de pedir pra vocês
qualquer quantia que se possa fornecer
e eu garanto que seus filhos agradecem
por crescer sem ter que conviver
com discípulos de Che
e putas com HIV
Tá faltando soco inglês
o estoque de extintor não chega ao fim do mês
não to pedindo aqui fortuna pra vocês
a gente quer limpar o mundo de uma vez
E eu garanto que seus filhos agradecem por crescer
sem ter que conviver com bichas e michês
e pretos na TV, discípulos de Che
Putas com HIV.sábado, 9 de fevereiro de 2008
Os 100 +
Inspirado pelos blogs Reduto do Comodoro e Viscera Blog dos amigos Carlos Reichenbach e Heraclito Maia, o blog amigo Viver e Morrer no Cinema do Buchinsky fez uma lista de 100 diretores e seus 5 filmes preferidos.
Dêem uma passada lá.
Um dia, quem sabe, me arrisco a fazer uma listinha assim!
Grande abraço a todos.
Dêem uma passada lá.
Um dia, quem sabe, me arrisco a fazer uma listinha assim!
Grande abraço a todos.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Lista
Lista Revista Cult:
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Classe de 2007
Fechando o balanço dos lançamentos do ano que passou, selecionamos aqui, com ajuda de gente que entende de harmonias e contraplanos, os melhores discos e filmes nacionais e internacionais de 2007.
FILMES INTERNACIONAIS
1. Império dos sonhos - David Lynch ( Estados Unidos/França/Polônia, 2006)
David Lynch e Laura Dern se reencontraram em grande estilo no excelente Império dos sonhos. Longo e de difícil compreensão, como quase todos os filmes do diretor, esse projeto seguiu um caminho inusitado até para os padrões lynchianos: sem um roteiro fechado, as cenas foram escritas aos poucos e às vezes entregues aos atores na véspera das filmagens. Dern encarou o desafio e deu um show como Nikki, atriz decadente que tenta voltar ao auge. Durante as gravações de um filme cujo roteiro teria sido amaldiçoado, ela se perde em um universo que mistura delírio, realidade e até coelhos falantes, algo que só podia sair mesmo da cachola de Lynch.
2. 4 meses, 3 semanas e 2 dias - Cristian Mungiu (Romênia, 2007)
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2007, 4 meses, 3 semanas e 2 dias acompanha uma jovem romena que tenta ajudar a melhor amiga a fazer um aborto durante a ditadura comunista de Nicolae Ceausescu, na década de 1980. O talentoso Cristian Mungiu deixa o cinema inteiro angustiado com o clima de tensão e opressão da época.
3. Borat - Larry Charles (Estados Unidos, 2006) e Medos privados em lugares públicos - Alain Resnais (França/Itália, 2006)
A América jamais será a mesma depois de Sacha Baron Cohen. Borat Sadiyev, seu personagem repórter do Cazaquistão, endoidou os americanos com sua antropologia fake e lotou os cinemas do mundo com seu pseudo-documentário. Nem os próprios compatriotas de Bush conseguiram segurar o riso e não zombar da sua própria excentricidade. Empatado com Borat, ficou o belo mosaico montado pelo cineasta Alain Resnais, baseado na peça homônima do inglês Alan Ayckbourn, em que seis personagens diferentes têm suas vidas conectadas em pleno inverno parisiense. Os desejos e frustrações de cada um são revelados aos poucos em um filme com cara de espetáculo teatral.
5. A vida dos outros - Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha, 2006) e Em busca da vida - Jia Zhang-Ke (China, 2006)
Ambientado na Alemanha de 1984, o ótimo A vida dos outros conta a história de um agente da Berlim Oriental que, escalado para investigar um dramaturgo e sua namorada, passa a questionar o sistema de vigilância do país. Empatado em quinto lugar, Em busca da vida mostra solitários moradores de um vilarejo chinês e o impacto que a construção de uma hidrelétrica tem em suas vidas. Com belas imagens, o diretor nos apresenta um cenário arruinado e pobre, que nem parece fazer parte do país conhecido por seu invejável índice de crescimento.
FILMES NACIONAIS
1. Tropa de elite - José Padilha
Literalmente tomando de assalto os cinemas e as banquinhas de camelô do país inteiro, Tropa de elite foi o assunto recorrente nesse segundo semestre. Desnudando a brutalidade da solução que parece impossível da guerra entre polícia e traficantes, José Padilha expôs em película um retrato sem photoshop de uma polícia que não acredita na sociedade que protege, nem no governo que a comanda, e que tem que se adequar a um modus operandi violento se quiser ser realmente honesta. Fenômeno pop que não se via desde Cidade de Deus, filmes quase negativos um do outro, e que transformou o psicótico Capitão Nascimento em ídolo nacional - para o bem e para o mal.
2. Jogo de cena - Eduardo Coutinho
Eduardo Coutinho discute o caráter da representação a partir de uma interessante fórmula que mistura relatos pessoais de mulheres anônimas e a interpretação desses depoimentos por atrizes famosas e desconhecidas. Assim, o público participa de um intrigante jogo em que é difícil afirmar o que é realidade e o que é ficção.
3. Cartola - Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
Sem respeitar muito linearidade nem os padrões do gênero documentário, Cartola se foca mais em descobrir seu personagem do que em biografar sua linha do tempo. Não importa quem conta, às vezes não precisa nem de imagem na tela, o que vale mesmo é a história do eterno compositor da mangueira.
4. Santiago - João Moreira Salles
Em 1992, João Moreira Salles passou cinco dias entrevistando Santiago Badariotti Merlo, mordomo argentino que trabalhou para sua família por três décadas. Insatisfeito com o material, Salles só retomou o projeto treze anos depois, transformando a história do fascinante mordomo em uma verdadeira reflexão sobre o gênero documentário.
5. Baixio das bestas - Cláudio Assis
A crueldade humana é o tema de Baixio das bestas, segundo longa-metragem de Cláudio Assis que mostra as complexas relações entre os moradores de um pequeno e pobre povoado do agreste pernambucano. Vencedor em seis categorias no Festival de Brasília de 2006, o filme causou polêmica pelas fortes cenas de sexo e violência.
Quem votou: Cássio Starling Carlos , Folha de S. Paulo; Domingas Person, jornalista e apresentadora; Filipe Luna, Cult; Geraldo Galvão Ferraz, Cult; Luciana Veras, Diário de Pernambuco; Luísa Pécora, Cult; Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S. Paulo; Marçal Aquino, jornalista, escritor e roteirista; Marcos Jorge, cineasta; Mário Bortolotto, escritor e dramaturgo; Pablo Myazawa, revista Rolling Stone; Ronaldo Bressane, revista Trip; Xico Sá, jornalista e escritor.
fonte: makingoff
Ps. post de Cintia Barenho.
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Classe de 2007
Fechando o balanço dos lançamentos do ano que passou, selecionamos aqui, com ajuda de gente que entende de harmonias e contraplanos, os melhores discos e filmes nacionais e internacionais de 2007.
FILMES INTERNACIONAIS
1. Império dos sonhos - David Lynch ( Estados Unidos/França/Polônia, 2006)
David Lynch e Laura Dern se reencontraram em grande estilo no excelente Império dos sonhos. Longo e de difícil compreensão, como quase todos os filmes do diretor, esse projeto seguiu um caminho inusitado até para os padrões lynchianos: sem um roteiro fechado, as cenas foram escritas aos poucos e às vezes entregues aos atores na véspera das filmagens. Dern encarou o desafio e deu um show como Nikki, atriz decadente que tenta voltar ao auge. Durante as gravações de um filme cujo roteiro teria sido amaldiçoado, ela se perde em um universo que mistura delírio, realidade e até coelhos falantes, algo que só podia sair mesmo da cachola de Lynch.
2. 4 meses, 3 semanas e 2 dias - Cristian Mungiu (Romênia, 2007)
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2007, 4 meses, 3 semanas e 2 dias acompanha uma jovem romena que tenta ajudar a melhor amiga a fazer um aborto durante a ditadura comunista de Nicolae Ceausescu, na década de 1980. O talentoso Cristian Mungiu deixa o cinema inteiro angustiado com o clima de tensão e opressão da época.
3. Borat - Larry Charles (Estados Unidos, 2006) e Medos privados em lugares públicos - Alain Resnais (França/Itália, 2006)
A América jamais será a mesma depois de Sacha Baron Cohen. Borat Sadiyev, seu personagem repórter do Cazaquistão, endoidou os americanos com sua antropologia fake e lotou os cinemas do mundo com seu pseudo-documentário. Nem os próprios compatriotas de Bush conseguiram segurar o riso e não zombar da sua própria excentricidade. Empatado com Borat, ficou o belo mosaico montado pelo cineasta Alain Resnais, baseado na peça homônima do inglês Alan Ayckbourn, em que seis personagens diferentes têm suas vidas conectadas em pleno inverno parisiense. Os desejos e frustrações de cada um são revelados aos poucos em um filme com cara de espetáculo teatral.
5. A vida dos outros - Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha, 2006) e Em busca da vida - Jia Zhang-Ke (China, 2006)
Ambientado na Alemanha de 1984, o ótimo A vida dos outros conta a história de um agente da Berlim Oriental que, escalado para investigar um dramaturgo e sua namorada, passa a questionar o sistema de vigilância do país. Empatado em quinto lugar, Em busca da vida mostra solitários moradores de um vilarejo chinês e o impacto que a construção de uma hidrelétrica tem em suas vidas. Com belas imagens, o diretor nos apresenta um cenário arruinado e pobre, que nem parece fazer parte do país conhecido por seu invejável índice de crescimento.
FILMES NACIONAIS
1. Tropa de elite - José Padilha
Literalmente tomando de assalto os cinemas e as banquinhas de camelô do país inteiro, Tropa de elite foi o assunto recorrente nesse segundo semestre. Desnudando a brutalidade da solução que parece impossível da guerra entre polícia e traficantes, José Padilha expôs em película um retrato sem photoshop de uma polícia que não acredita na sociedade que protege, nem no governo que a comanda, e que tem que se adequar a um modus operandi violento se quiser ser realmente honesta. Fenômeno pop que não se via desde Cidade de Deus, filmes quase negativos um do outro, e que transformou o psicótico Capitão Nascimento em ídolo nacional - para o bem e para o mal.
2. Jogo de cena - Eduardo Coutinho
Eduardo Coutinho discute o caráter da representação a partir de uma interessante fórmula que mistura relatos pessoais de mulheres anônimas e a interpretação desses depoimentos por atrizes famosas e desconhecidas. Assim, o público participa de um intrigante jogo em que é difícil afirmar o que é realidade e o que é ficção.
3. Cartola - Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
Sem respeitar muito linearidade nem os padrões do gênero documentário, Cartola se foca mais em descobrir seu personagem do que em biografar sua linha do tempo. Não importa quem conta, às vezes não precisa nem de imagem na tela, o que vale mesmo é a história do eterno compositor da mangueira.
4. Santiago - João Moreira Salles
Em 1992, João Moreira Salles passou cinco dias entrevistando Santiago Badariotti Merlo, mordomo argentino que trabalhou para sua família por três décadas. Insatisfeito com o material, Salles só retomou o projeto treze anos depois, transformando a história do fascinante mordomo em uma verdadeira reflexão sobre o gênero documentário.
5. Baixio das bestas - Cláudio Assis
A crueldade humana é o tema de Baixio das bestas, segundo longa-metragem de Cláudio Assis que mostra as complexas relações entre os moradores de um pequeno e pobre povoado do agreste pernambucano. Vencedor em seis categorias no Festival de Brasília de 2006, o filme causou polêmica pelas fortes cenas de sexo e violência.
Quem votou: Cássio Starling Carlos , Folha de S. Paulo; Domingas Person, jornalista e apresentadora; Filipe Luna, Cult; Geraldo Galvão Ferraz, Cult; Luciana Veras, Diário de Pernambuco; Luísa Pécora, Cult; Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S. Paulo; Marçal Aquino, jornalista, escritor e roteirista; Marcos Jorge, cineasta; Mário Bortolotto, escritor e dramaturgo; Pablo Myazawa, revista Rolling Stone; Ronaldo Bressane, revista Trip; Xico Sá, jornalista e escritor.
fonte: makingoff
Ps. post de Cintia Barenho.
Juno
DELICIOSO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eita filminho bacana! Um verdadeiro delírio pop de citações e comportamentos. Ele está sendo chamado de o novo Pequena Miss Sunshine, pela leveza com que trata temas delicados. E porque, mesmo sendo um filme "sessão da tarde", concorre ao Oscar em meio a filmaços.
Olha, foi uma pena Miss Sunshine perder o Oscar de melhor filme para Os Infiltrados. Uma pena mesmo. Primeiro porque o filminho dos diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris é ótimo e delicioso também. Segundo porque apesar de Os Infiltrados ser um bom filme (mesmo com os erros gravíssimos de continuação), não concordo em dar Oscar para filme que é um remake (quase que não declarado) de um outro filme melhor ainda e, pasmen, contemporâneo. Bom, que seja. Poucas pessoas concordam mesmo comigo, uma vez que dizem que já estava na hora de Martin Scorsese ganhar seu Oscar e blá, blá, blá... Concordo. Só acho que ele já devia ter ganho o Oscar há muito tempo, e não no ano passado...
Enfim, Juno é sim um delírio pop e só não ganha o Oscar principal porque neste ano temos, pelo menos, dois concorrentes que se mostram aparentemente imbatíveis (Onde os fracos não têm vez e Desejo e Reparação), e um outro que corre por fora (Sangue Negro). O quarto filme, Conduta de Risco, também é um bom concorrente, mas acho que não seria páreo para Juno por ser menos hypado que os outros.
Mas está aí. Assistam Juno, deliciem-se e façam suas apostas.
Olha, foi uma pena Miss Sunshine perder o Oscar de melhor filme para Os Infiltrados. Uma pena mesmo. Primeiro porque o filminho dos diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris é ótimo e delicioso também. Segundo porque apesar de Os Infiltrados ser um bom filme (mesmo com os erros gravíssimos de continuação), não concordo em dar Oscar para filme que é um remake (quase que não declarado) de um outro filme melhor ainda e, pasmen, contemporâneo. Bom, que seja. Poucas pessoas concordam mesmo comigo, uma vez que dizem que já estava na hora de Martin Scorsese ganhar seu Oscar e blá, blá, blá... Concordo. Só acho que ele já devia ter ganho o Oscar há muito tempo, e não no ano passado...
Enfim, Juno é sim um delírio pop e só não ganha o Oscar principal porque neste ano temos, pelo menos, dois concorrentes que se mostram aparentemente imbatíveis (Onde os fracos não têm vez e Desejo e Reparação), e um outro que corre por fora (Sangue Negro). O quarto filme, Conduta de Risco, também é um bom concorrente, mas acho que não seria páreo para Juno por ser menos hypado que os outros.
Mas está aí. Assistam Juno, deliciem-se e façam suas apostas.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Luto
O cinema perdeu ontem um dos grandes atores da nova geração, o australiano Heath Ledger.




Dono de um talento nato, Heath participou nos últimos anos de grandes sucessos do cinema, atuando tanto em filmes blockbusters quanto em filmes independentes. Atualmente pode ser visto em várias produções, entre elas I´m not there, sensacional cinebiografia de Bob Dylan, dirigida por Todd Haynes. Mas o grande evento de 2008 para Heath seria sua participação como Coringa no novo filme do Batman The Dark Knight de Christopher Nolan. Ele estava filmando The Imaginarium of Doctor Parnassus de Terry Gilliam, previsto para 2009.




E, tal qual River Phoenix, outro grande expoente de uma geração, Heath deixa a vida no auge da carreira para mostrar seus encantos lá do alto, através do brilho das estrelas...
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