Este é um espaço para a cultura em geral e as minhas esquisitices. Não hospedamos qualquer tipo de arquivo, apenas postamos links interessantes para arquivos carregados por teceiros. Entre, leia, ouça, critique e divirta-se.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Zodiaco
Este Zodiaco do David Fincher, sem dúvida nenhuma é o melhor deles. Afinal, David é o cara.
Mas mesmo assim, o filme, para mim, é algo que sai de nenhum lugar e leva a lugar nenhum.
Como pode uma história tão sem importância, já que nunca se comprovou quem era o assassino e tampouco conseguiram mapear sua estrutura psicológica a fim de entendê-lo, fazer tanto sucesso a ponto de merecer tantas projeções?
No filme, Fincher até arrisca apontar um culpado, já falecido, coitada, e ousa até dizer que podiam ser dois assassinos.
Minha teoria: podia ser quantos assassinos fossem, muitos até, resultado da histeria doentia que acomete o norte-americano médio quando trata-se desses crimes "incríveis", não importa, a história é chata, muito chata. Além do mais, os assassinatos não eram iguais. A única coisa igual era a incompetência do maluco(s) que os praticava, que sempre deixava uma vítima viva. De qualquer forma, aquele momento gerou histeria. Mal sabiam, os incrédulos norte-americanos, que coisas muito piores viriam a acontecer com eles, sobretudo a partir dos anos 90's!
Enfim, só espero que este seja o último filme a respeito da coisa toda, porque já deu o que tinha que dar!
Mas de qualquer forma, para quem não assistiu o engodo, ainda, assista e tire suas próprias conclusões. Acho que está faltando histórias interessantes para o cinema norte-americano. Ainda bem que a Europa ainda não está sofrendo dessa falta de criatividade congênita.
Grande abraço.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
A vida de Jesus
Professor de filosofia, Bruno Dumont não se contenta com o fácil.
São seus outros longas "Flandres" de 2006, "Twentynine Palms" de 2003 e "L' Humanité" de 1999. Em todos esses filmes participou, também, como roteirista. Ou seja, Bruno tem total domínio sobre suas obras.
E é disso mesmo que estamos falando: de verdadeiras obras e não simples filmes.
Neste "A vida de Jesus" o tema ressonante é a violência. Violência quase velada, mas latente nas personagens que desfilam ao longo da obra.
Com pouquíssimos diálogos, o longa mostra em sua plenitude o preconceito, racismo e intolerância que ainda sobrevivem nas entranhas francesas.
Esse preconceito e esse racismo estão presentes, hoje, nas obras de diversos diretores autorais. Bruno é mais um a tratar do tema com maestria e chamar a atenção para o que ainda acontece na França, berço da igualdade, fraternidade e liberdade tão amplamente proclamados com a Revolução.
Neste filme fica claro que a França está carente de uma nova Revolução, mais moderna e pronta para aceitar o mundo globalizado como hoje o é.
Não se enganem, ao assistirem "A vida de Jesus" não terão algumas horas de descontração e divertimento. É filme feito para pensar e questionar o mundo em que vivemos.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
A quem interessar possa...
Em breve voltarei com força máxima. Por hora, vou postando lentamente, lentamente...
Grande abraço a todos
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Sunshine - Alerta Solar
Mas Danny Boyle não é um diretor que se contenta com pouco. Seus filmes, carregados de influências pops, são sempre bons. Porém, após os ótimos "Cova Rasa" e " Trainspotting", Danny fez o caminho que a maioria dos estrangeiros talentosos faz: tentar a vida em Hollywood. E assim como a maioria, Boyle também se deixou levar melo medianismo norte-americano e perdeu a mão dirigindo filmes fáceis e pouco interessantes. Por sorte, descobriu em tempo que seu lugar é na Europa mesmo e voltou aos bons trabalhos com "Extermínio" e, logo em seguida, com "Caiu do Céu".
Este Sunshine, de cara, já se mostra uma produção diferente. Boyle reuniu em seu elenco o ótimo e cotadíssimo irlandês Cillian Murphy, com quem já havia trabalhado em "Exermínio" e que hoje se mostra como um dos melhores atores de sua geração, mais outras figuras nem tão conhecidas assim, mas competentíssimas. Trouxe, assim, para seu filme os quase desconhecidos Cliff Curtis do neo-zelandês "Encantadora de Baleias", Hiroyuki Sanada do cruisiano "O Último Samurai", Benedict Wong do bom "Coisas Belas e Sujas" e Rose Byrne de "Tróia". Para dar um up na produção, convocou a sempre bela e competente Michelle Yeoh de "O Tigre e o Dragão" e o hollywoodiano Chris Evans, o mais fraquinho de todos, de "O Quarteto Fantástico".
Soma-se a isso as ótimas influências cinematográficas de "2001" de Kubrick, "Solaris" de Tarkovisky e um pouquinho de "O Enigma do Horizonte", de Paul W. S. Anderson.
Pronto, temos, então, um ótimo filme de ficção existencialista.
Não esperem assistir a cenas dantescas de adrenalina e comoção. Mas as cenas dantescas existem na extraordinária fotografia do filme. O minimalismo do filme é o personagem que impera. Aliás, o protagonista mesmo, não é nenhuma estrela citada aí em cima. O verdadeiro protagonista do filme é o astro-rei Sol que, 50 anos no futuro, está morrendo. A tripulação Ícaro II, então, tem a missão de "reacendê-lo". Porém, na trajetória rumo ao Sol, a Ícaro II se depara com uma interceptação de rádio vinda da Ícaro I, desaparecida há dezesseis anos. O que fazer: continuar com a missão ou mudar a rota para tentar resgatar a tripulação da primeira nave que, com a mesma missão, fracassou e desapareceu há tempos? Improvisar ou manter os planos originais?
Esse é o mote do filme que, se não chega a ser uma obra prima, é sem dúvida um filmão que coloca no chinelo muitas produções milionárias de Hollywood. Assisti-lo é um exercício saudável que tem como receita o bom cinemão somado a competência de um diretor que quer ser lembrado pela ousadia, qualidade e verve pop. Sim porque apesar de tratar-se de uma obra de ficção existencialista, a cultura pop de Danny Boyle está toda lá, plano a plano.
Grande abraço e boa diversão.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Blog do dia
O blog amigo Viver e Morrer no Cinema (http://buchinsky.zip.net/) está com uma enquete sobre os melhores filmes do Mestre dos Mestre, Jerry Lewis. Passem lá e opinem.terça-feira, 4 de setembro de 2007
Funny Games
Muitos não gostam do Michael Haneke. Já li críticas devastadoras sobre ele, condenando o seu oportunismo e, exatamente aquilo que lhe faz diferente, a sua facilidade em falar sobre violência de todos os tipos.
Vou mais longe, ele é, sem dúvida, o cineasta que melhor aborda o tema intolerância. Sim, suas obras tratam sempre disso: INTOLERÂNCIA. E é incrível que, apesar de falar sempre sobre o mesmo tema, Haneke se reinventa a cada filme. Fala do mesmo, mas nunca, nunca se repete.
Este Funny Games foi o filme que lhe deu projeção mundial. É um filme difícil, que desce amargo que só!!!
É sobre dois jovens que invadem sorrateiramente as férias de um casal e seu filho pequeno. Os jovens, a princípio amáveis, se mostram, logo, logo, verdadeiros monstros cruéis. A partir daí, sem entender nada, a família passa a sofrer as mais diversas formas de violência física e psicológica. Simples assim.
Mas de simples, o filme não tem nada.
Haneke não se preocupa em nenhum momento em mostrar a origem do mal que assola a personalidade dos dois jovens. Não é isso que ele quer. Para o cineasta não interessa fazer um tratado sobre comportamento humano com justificativas imediatas. O estudo sobre o comportamento humano está todo lá, mas não oferece respostas. Os jovens são cruéis, são maus, sim, mas e daí? Daí que o resto da sociedade é vítima passiva de loucos que resolvem se divertir um pouco.
Em uma das cenas do filme, uma das vítimas pergunta a um dos jovens o porquê daquilo tudo, o porquê de não matá-los logo. No que o jovem responde que o objetivo não é simplesmente matá-los, mas principalmente se divertirem. E nessa diversão sádica é que está a perversão humana.
O filme todo se resume a isso: a diversão de dois jovens.
Mas não se enganem, a leitura desse filme não é tão fácil assim. É preciso assisti-lo, viver a experiência e tirar suas próprias conclusões.
Em tempo: apesar de declarar no começo deste post minha admiração pelo diretor Michael Haneke, temo que ele tenha se prostituído, e que minha admiração, daqui para frente, diminua. Isso porque ele próprio já concluiu o remake hollywoodiano de Funny Games, com Naomi Watts, Tim Roth e Michael Pitt. O elenco é bom, mas sei não, esses remakes feitos para o gosto norte-americano me dão um medo danado!!!!
Maiores informações no site Omelete, no link logo abaixo.
Grande abraço a todos.
link
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Sexta-feira é dia de ... Elisabeth Shue

Também em 1984 participou de três episódios do seriado "Call To Glory" na Paramount Television.
Em 1987 veio um papel que marcou bem a minha infância: a baba Chris Parker em "Adventures in Babysitting".
Estrelou também a franquia bem sucedida de Robert Zemeckis "De Volta para o Futuro" nos segundo (1989) e terceiro filmes (1990), ao lado de outro astro da época, o ator Michael J. Fox.
Antes disso, porém, atuou com Tom Cruise em Cocktail no ano de 1988.
Seu grande momento aconteceu em 1996 quando foi indicada para o Oscar de Melhor Atriz pela atuação como a prostitua Sera em "Despedida em Las Vegas", filme que fez em 1995 ao lado de Nicolas Cage, com trilha sonora de Sting. Por este filme, Nicolas Cage levou a estatueta de Melhor Ator, além do Globo de Ouro. Elisabeth, infelizmente, não.
De 1984, quando começou, até hoje, Elisabeth já atuou em aproximadamente 35 filmes, trabalhando com atores e diretores consagrados, entre eles, Woody Allen em "Deconstructing Harry", em 1997.
Atualmente pode ser vista em "First Born" e "Gracie".
Hã, ja ia me esquecendo, além de tudo isso que fez como atriz, ainda lhe sobrou tempo para estudar Ciências Políticas em Harvard.
Grande abraço a todos.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Notícia quente!
Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos
Os organizadores Otavio Almeida (Hollywoodiano), Kamila Azevedo (Cinéfila Por Natureza) e Vinícius Pereira (Blog do Vinicius) convidam todos os fãs da sétima arte e seus respectivos blogs de cinema (e TV) a entrar para a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos (SBBC).
A iniciativa surge com a proposta de unificar e organizar os blogs de cinema e TV. A SBBC não deixa de ser mais um passo rumo ao respeito e reconhecimento dos blogs como veículos de comunicação feitos por competentes formadores de opinião. A grande diferença dos membros da SBBC é o amor pelo cinema.
No ano passado, participamos do Movie Bloggers Awards, que reuniu outros 16 blogueiros cinéfilos. Todos votaram em categorias semelhantes ao Oscar para eleger os melhores filmes, diretores, roteiros, etc. Veja o resultado aqui.
Além da união dos blogueiros cinéfilos em busca de divulgação e, principalmente, respeito, os organizadores decidiram dar continuidade ao Movie Bloggers Awards. Agora, a premiação dos melhores do ano apresenta um novo nome. A SBBC tem o orgulho de anunciar o Blog de Ouro. Trata-se do prêmio dos blogueiros cinéfilos para os melhores do ano no cinema (de todos os países) e na TV (neste caso, levamos as séries norte-americanas em consideração).
São 19 categorias para cinema e mais 14 para TV. Veja as 33 categorias abaixo:
CINEMA
• MELHOR FILME • DIRETOR • ROTEIRO ORIGINAL • ROTEIRO ADAPTADO • ATOR • ATRIZ • ATOR COADJUVANTE • ATRIZ COADJUVANTE • ELENCO • ANIMAÇÃO • TRILHA SONORA • CANÇÃO • FOTOGRAFIA • DIREÇÃO DE ARTE • FIGURINO • MONTAGEM • MAQUIAGEM • EFEITOS VISUAIS • SOM
TV
• MELHOR SÉRIE (DRAMA) • MELHOR SÉRIE (COMÉDIA) • ATOR (DRAMA) • ATOR (COMÉDIA) • ATRIZ (DRAMA) • ATRIZ (COMÉDIA) • ATOR COADJUVANTE (DRAMA) • ATOR COADJUVANTE (COMÉDIA) • ATRIZ COADJUVANTE (DRAMA) • ATRIZ COADJUVANTE (COMÉDIA) • ELENCO (DRAMA) • ELENCO (COMÉDIA) • MELHOR EPISÓDIO (DRAMA) • MELHOR EPISÓDIO (COMÉDIA)
A 1ª Edição Anual do Blog de Ouro considera todos os filmes e séries exibidos no Brasil no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2007. Por enquanto, a SBBC tem 14 membros (que já receberam este comunicado). Quem quiser entrar para a SBBC (o que dá o direito de votar no Blog de Ouro), deve encaminhar um e-mail para ottavioalmeida@hotmail.com até 1º de dezembro de 2007. A mensagem precisa conter:
• O nome completo do blogueiro
• O nome do blog de cinema (ou TV)
• O endereço do blog de cinema (ou TV)
Em breve, enviaremos e-mails com agenda e regulamento completo do Blog de Ouro. Até lá, esperamos por mais inscrições. Clique aqui para conhecer o blog oficial da SBBC.
Blogs do dia
Lá tem, hoje, o trailer oficial do remake Halloween do Rob Zombie.
Aproveitem, também, e dêem uma passada em outro blog amigo, do Ricardo, o Bakemon em http://bakemon.zip.net/ para ler uma pequena mas apaixonada resenha de Faster Pussycat, Kill! Kill! do mestre explotation Russ Meyer.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Blog do dia
Lá tem, entre outras coisas, a foto da boca do vocalista do Happy Mondays, Shaun Ryder, antes de ele consertar aquilo que aparentemente eram dentes!
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Oriente Médio
Eu vou chover no molhado e indicar o diretor Abbas Kiarostami (do Irã) e seu filme "Gosto de Cereja".
Indico também o filme "Osama" (Afeganistão) do diretor Saddiq Barmak que assisti recentemente e gostei bastante.
Grande abraço e muito grata a quem se der ao trabalho de comentar este post!
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Marie Antoinette
Marie Antoinette (Maria Antonieta) - Sofia Coppola, EUA/JAP/FRA, 2006Começou com "Virgens Suicidas" um ótimo filme, bem dirigido, sério. Depois disso, COMETEU o absurdamente bom e para mim maravilhoso, "Lost in Translation", onde a virtuose aflorou em definitivo. Além de fazer um dos filmes mais belos sobre a estranheza do amor, conseguiu, ainda, em um mesmo momento, dirigir um ídolo seu, Bill Murray, e mostrar para o mundo o verdadeiro talento de Scarlett Johansson, que posteriormente viraria a queridinha de ninguém menos que Woody Allen.
Em apenas três filmes Sofia já mostrou a quê veio. Seus filmes são perfeitamentes reconhecíveis. A sua verve pop transborda em seus trabalhos. Música, para ela, é elemento definidor de suas ambientações. E a música aqui é sempre um pop, um rock de qualidade.
Bem, mas vamos ao filme.
Confesso que filmes históricos, como este "Maria Antonieta", que se passa na França mas falado em inglês, me irritam bastante. Respeitar a língua original, para mim, é primordial.
Assim, tinha eu, claro, um pé atrás com o trabalho.
Porém, sendo um filme de Sofia Coppola, é claro que eu tinha que assistir.
E assim como "O Pianista" de Roman Polanki (que sofre do mesmo problema da linguagem) "Maria Antonieta" me conquistou!
E me conquistou porque é pop até o talo!
Trata-se da história da última rainha da França, aquela que seria, durante a Revolução Francesa, decapitada, por, entre outras coisas, mandar o povo comer brioche na falta de pão.
E é exatamente essa Maria Antonieta que Sofia quer mostrar: fútil e alienada dos problemas reais.
Entretanto, a Maria Antonieta do filme, apesar de fútil, é sim encantadora. E não somente porque está muito bem representada pela competente Kirsten "Drunk" Dunst (que alíás eu não gosto muito), mas principalmente porque foi pensada como uma adolescente desencanada e subversiva, tão indie e maluquinha quanto a nossa Lovefoxxx!
E os elementos indies se espalham ao longo do filme, a ponto de conduzi-lo. A cena em que Maria Antonieta está escolhendo seu sapato e rapidamente aparece um All Star mostra bem isso.
O futuro rei Luiz XVI (representado por Jason Schwartzman) também está ótimo em sua insistente incompetência em cumprir suas obrigações de marido e deflorar a noiva!!
A princípio o filme pode parecer uma mera paródia feita a uma figura controversa. E acho que foi isso que levou as pessoas a se levantarem e deixarem a sala de projeção em Cannes quando da exibição do filme naquele país.
O tom pode ter sido recebido pelos franceses como de deboche. Mas não é.
Maria Antonieta, o filme, é uma obra única, de uma diretora única, que só consegue pensar o mundo através de uma visão pop e por vezes subversiva.
A intenção de Sofia Coppola, tenho certeza, não é a de agredir, mas sim de se firmar como grande realizadora que é, utilizando sempre uma linguagem mínima. Porque suas obras são realmente paradoxais: grandiosas porque mínimas, clássicas porque pop!
Hã, a história do filme? Assistam, vai valer muito a experiência!!!
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Sexta-feira é dia de ... Chloë Sevigny

Nascida Chloë Stevens Sevigny em Darien, Connecticut, Estados Unidos em 18 de Novembro de 1974, ela é hoje considerada a rainha do cinema independente norte-americano e rainha do movimento GLS (esse último eu não sei o porquê).
Começou a carreira em 1995 atuando no filme "Kids", de Larry Clark e Harmony Korine, este último seu namorado à época. Em 1997 ela voltaria a atuar em um filme de Korine "Gummo". Porém, entre "Kids" e "Gummo", Chloë deu seus próprios passos, atuando em, entre outros, "Crime em Palmeto", com Elisabeth Shue e "The Last Days of Disco", com Kate Beckinsale.
Finalmente em 1999 fez, ao lado de Hilary Swank, "Meninos não Choram" de Kimberly Peirce, filme pelo qual foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, que não ganhou, mas rendeu a estatueta de melhor atriz para Hilary.
Foi pelas mãos de outra diretora mulher, Mary Harron, que Chloë fez outro filme polêmico. Ao lado de Christian Bale atuou em "Psicopata Americano" filme baseado em livro ensurdecedor de Bret Easton Ellis.
Atualmente ela pode ser vista em "Zodíaco", o novo filme de David Fincher e tem "Peter and Catherine" em pré-produção para este ano ainda.
Candy (Candy) - Neil Armfield, AUS, 2006.E como "Réquiem" é um dos maiores filmes sobre o tema (se não for o maior e melhor), a minha intenção com este Candy era saber até que ponto o filme não seria tão ruim assim.
Assisti-lo pensando em "Réquiem" torna Candy um filme decepcionante.
Mas, ao tirar o "véu de noiva" (ignorância) teorizado pelo filósofo norte-americano John Rawls de minha frente, pude assistir a um belo e envolvente filme sobre as fragilidades humanas.
É claro que Candy não chega a ser uma obra-prima. Mas é sincero e, nesta sinceridade, nos conquista.
Candyce é uma jovem pintora filha única de uma família classe média estabilizada. Candy conhece Dan, um jovem atraente e viciado em drogas que a apresenta aos prazeres químicos.
Eles se amam e juntos vivem todas a agruras da vida em comum. E a essa "vida em comum" soma-se o vício e os seus transtornos.
O filme não é nem pretende ser uma obra inesquecível. Mas convence. Principalmente a química entre Candy (Abbie Cornish) e Dan (Heath Ledger). Ambos combinam muito em cena. E aí, infelizmente, voltei a lembrar de "Réquiem" e da química entre Jennifer Connelly e Jared Leto, incríveis. E, então, o "véu de noiva" de John Rawl se impôs novamente em mim.
O filme acabou e pouca coisa ficou.
Mas valeu a pena. Por breves instantes, mas inesquecíveis instantes.
Tillsammans
Com a nova convivência, a confusão está armada. Tanto os novos moradores da comunidade quanto os originários terão de abdicar de alguns preceitos para que a ordem seja completa. Ordem baseada na anarquia, é claro.
Ótimo filme que mostra os desejos e intenções de um grupo de pessoas em meio a uma Suécia e uma Europa em profunda mudança econômica e política.
É comédia, mas é bem séria!
Fuking Ämäl
Fuking Ämäl (Amigas de Colégio) - Lukas Moodysson, SUE, 1998.Já falei aqui sobre minha admiração pelo cinema europeu, sobretudo pelo cinema nórdico. Suécia, Finlândia, Dinamarca...enfim, países tão ermos para nós brasileiros, mas que me encantam muito. Adoro assistir filmes que vêem de lá e da Rússia. Acho que é porque são paisagens e culturas tão diferentes da nossa! E isso me encanta, conhecer o novo (ao menos para mim), o diferente.
Mas vamos ao filme.
Este é um filme sobre adolescentes. Mais do que isso, sobre adolescentes confusos. E tudo o que esse período da vida pode trazer de bom e ruim ao mesmo tempo.
Agnes é uma menina tímida e introvertida, nova na cidade, com dificuldades extremas de relacionamento. Sua única amiga é uma deficiente física que ela nem gosta tanto assim. Mas Agnes tem um segredo: é perdidamente apaixonada pela garota mais popular do colégio, Elin, que não lhe dá a mínima bola. Afinal, Elin é hétero.
Porém, por conta do acaso e de uma brincadeira de muito mal gosto, Elin acaba beijando Agnes. E o que parecia um sacrilégio, vira amor.
O filme é delicado, bonito. Deixa bem claro que os problemas adolescentes são praticamente os mesmos em qualquer lugar do mundo.
O final é bastante empolgante.
Vale a pena assisti-lo para conhecer o ótimo Lukas Moodysson e viver uma experiência incrível.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Devo informar que estou um pouco afastada das funções esta semana por conta dos loucos compromissos que tenho comigo mesma. Estudar, estudar, estudar.
Saibam todos que sou concurseira.
Pois é, estou na batalha tentando um emprego estável e que me traga uma certa liquidez. Só assim poderei sobreviver neste mundo de meu Deus e, claro, porque ninguém é de ferro, adquirir as minhas preciosidades cinematográficas que tanto amo!
Desta feita, informo-lhes (ao menos a quem interessar possa) que estou no meio do processo de estudo para três concursos!!! Por isso, esta ausência.
Mas peço, por obséquio: não me abandonem! Tenho três filmes para comentar esta semana, ainda (eu disse que ninguém é de ferro!). Devo fazê-lo até sexta.
E assim, como sou brasileira e não desisto nunca, espero por vocês já, já.
Grande abraço.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Last Days
Se em cima de um palco ele era absolutamente agressivo, voraz, tão roqueiro que virou um clichê dele mesmo, longe das luzes ele era doce e ingênuo. Quem já leu alguma biografia sua sabe disso.
Sua dependência e seus problemas com drogas e, principalmente, heroína, surgiram mais para aplacar a sua incurável dor de estômago do que como resultado do ambiente em que cresceu. Nascido na cidade de Aberdeen, o que se poderia chamar de algum lugar meio esquecido do Estado de Seattle, o ídolo que aprendemos a idolatrar teve uma infância pobre e problemática. Após a separação dos pais, Kurt morou com vários parente e amigos. Era o tipo de pessoa que dormia em qualquer sofá que lhe oferecessem. Desde muito cedo interessou-se por música e guitarras. Sua genialidade (ou loucura?) formou-se a partir da adolescência, quando começou a demonstrar seu interesse pelo kirsch, pelo brega, pelo feio.
Vítima, talvez, desse ambiente sem controle, Kurt, apesar de tudo isso, mostrou ser uma pessoa doce. Com sérios problemas, mas doce.
Demorou muito para experimentar drogas pesadas. E o fez, como já mencionado logo acima, mais para aplacar a sua dor de estômago do que para fazer parte do todo rock and roll ao qual passara a pertencer. Afinal, Kurt era outsider e não precisava imitar ninguém, nem mesmo seus ídolos. Hoje já se sabe que Kurt Cobain tinha um problema congênito, uma veia na parede de trás de seu estômago era constantemente pressionada por uma costela, o que gerava as dores intensas e o seu desespero. Ironia: talvez se soubesse disso, teria se preservado. Não, acho que não!
Enfim, um gênio ou um louco que deu cabo da própria vida porque não aguentava mais viver a fama e o sucesso? Não sabemos hoje e talvez nunca saberemos. A única certeza é a da sua importância para o rock and roll e para o meio pop.
Falei tudo isso aí em cima só para dizer que assisti ao filme do Gus Van Sant, Last Days, e gostei,
Gostei, principalmente, porque o Blake do filme (ligeiramente inspirado em Kurt, segundo o próprio diretor) é doce, muito doce. Doce mesmo estando em um estado letárgico e planejando suicidar-se.
O filme foca os últimos três dias de vida de Kurt, ops, Black, um astro do rock que não suporta mais a vida que leva. Após fugir de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, volta para sua mansão, onde fica por volta de três dias até ser encontrado morto pelo seu jardineiro.
E é exatamente esses últimos três dias de vida do Kurt que ninguém sabe até hoje exatamente o que aconteceu.
A interpretação que o diretor Gus Van Sant deu aos últimos três dias não é inovadora. Não trouxe nenhuma informação extra. Mostrou apenas aquilo que se concluiu ter acontecido após uma investigação policial. E o que o Kurt fez nesses últimos três dias de vida? Está lá, no filme, na figura frágil de Black, divinamente interpretado por Michael Pitt.
Se eu gostei do filme? Gostei, gostei muito. Não é um filme fácil de digerir. As cenas são demasiadamente lentas. Mas é um trabalho autoral, bem centrado e muito digno do diretor Gus Van Sant.
No entanto, apesar de ter gostado bastante do filme, ainda tenho como sonho de consumo assistir à vida de Kurt Cobain contada pelo excelente Milos Forman, filmografista de primeira. Quem sabe um dia??????
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Assistindo...
Sexta-feira é dia de ... Ralph Macchio

Ao lado de Pat Morita portagonizou, a partir de 1984, a série de grande sucesso Karatê Kid, da qual participou de três filmes (houve um quarto filme, mas este já não contou com o nosso herói).
Seu último trabalho foi em 2006, com o filme "Beer League".
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Essa não!!!!!!

Segundo reportagem da Folha, o arauto da música quer fechar em definitivo a internet porque ela está "destruindo a indústria musical e as relações interpessoais".
Ainda segundo a reportagem, o malucão beleza da inglaterra afirmou que a "Internet fez com que as pessoas deixem de se comunicar e se encontrar e evitou que coisas fossem criadas. Em vez disso, (os artistas) se sentam em suas casas e criam seus próprios discos, que algumas vezes são bons, mas que não têm uma visão artística a longo prazo".
Será que sou só eu que tenho essa impressão ou a música e a cultura em geral melhorou muito depois da internet?
Musicalmente falando, o que seria do mundo pop-indie se não fosse a "revolução" perpetrada pelo The Strokes depois do advento da internet? Será que teria surgido tantas bandas e tantos conceitos se ainda estivéssemos escravizados pela cultura das majors?
Em termos legais e jurídicos, realmente a internet virou o mundo de cabeça para baixo. Mas é notório que depois dela, adoradores da cultura pop em geral adquiriram mais liberdade e possibilidades de escolhas.
Se antes nós ficávamos à mercê da grandes gravadoras, tendo acesso somente àquilo que elas nos apresentavam e a um preço exorbitante, hoje, música e cinema, por exemplo, estão ao alcance de nossos dedos. E o nosso poder de escolha ficou infinitamente maior, porque hoje, se baixamos uma banda nova da qual não gostamos, deletamos do nosso computador e de nossa mente. Antes, o novo só nos era apresentado via gravadora. E pagávamos por isso. Ou seja, gostando ou não gostando da banda, ela ficaria conosco para sempre, repousando em uma estante qualquer. Hoje não. Se gosto, ouço, se não gosto, ignoro, sem ter o peso na consciência de ter pago uma fortuna por isso.
E aí, Sir Elton John afirma que é exatamente neste ponto que a indústria cultural foi abalada. De fato, vender disco hoje é mais difícil. Mas nem por isso as bandas deixaram de ser adoradas. Pelo contrário, o culto à música só cresceu. E meu caro amigo Sir Elton John, o mundo mudou, todos nós mudamos. Nada mais simples, então, que a arte também mude!
A reportagem completa está no site da Folha de São Paulo, no link abaixo:
link
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Dois novos indies

O filme se passa no feriado de 4 de julho de 2008 em Los Angeles e, como não poderia deixar de ser, trata do caos econômico, social e ambiental que se instalará na cidade. Conta com a participação de The Rock como um astro de filmes de ação que está com amnésia e, ao que tudo indica, tentará salvar o mundo. Gosto de Donnie Darko, gosto do diretor, mas confesso que esse elenco me deu medo!!!
O outro filme é do não menos hypado Wes Anderson, o malucão por trás de Os Excêntricos Tenenbaums e A Vida Marinha de Steve Zissou.terça-feira, 31 de julho de 2007
E agora? Roubei um Rembrandt
E agora? Roubei um Rembrandt é um filme Dinamarquês e muito divertido.
Meus amigos não entendem minha obsessão pelo cinema europeu, sobreduto por aquele cinema que vem lá de cima, dos países nórdicos! Eu não sei exatamente o que é, mas eu adoro. Deve ser porque retrata coisas comuns em um ambiente totalmente diferente daquilo que nós brasileiros "terceiro-mundistas subdesenvolvidos e agora emergentes" somos. Afinal, as paisagens são inóspitas para os nossos padrões. E para quem estava acostumado com a seriedade e intensidade de um Ingmar Bergman, esse E agora? é uma delícia. Porque, apesar de tratar de temas custosos para os povos desenvolvidos, como o desemprego e a falta de dinheiro, é um filme muito divertido sobre um grupo de atrapalhados ladrões de "qualquer coisa" que, ao tentarem furtar um quadro qualquer no museu de Nivågård na Dinamarca para venderem por mil dólares, atrapalhados, acabam por furtar um Rembrandt com valor de venda de dois milhões e meio de dólares. E agora, o que fazer com o elefante branco que têm em mãos?
Divertido e gostoso de assistir é um filme sem pretensões que não vai mudar o mundo, mas que prende a atenção de quem assiste ansioso pelo desfecho com os atrapalhados ladrões.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Sessão da tarde
Bem, voltemos ao filme.
Trata-se de um filme que relata a inocência e o acreditar das crianças. Coisas perdida nos dias atuais.
Três irmãos do interior da Inglaterra que moram com o pai viúvo e a tia megera encontram um estranho em seu celeiro e passam a acreditar que aquele homem estranho e tímido é o próprio Jesus Cristo, em quem acreditam e respeitam. O estranho, foragido da polícia por cometer pequenos furtos na pequena cidade à qual pertence a fazenda onde as crianças moram, aproveita-se da inocência de seus anfitriões e incorpora a personagem.
É um filme antigo, daí a verdadeira "crença nos bons". E apesar de ser em p&b, tem uma bonita fotografia, dentro dos padrões da época, é claro.
Vale a pena assistir em uma tarde chuvosa comendo pipoca!!!!!
Luto
Tirado do Yahoo Notícias
link
Sua filha Eva disse à agência sueca de notícias TT que o diretor e roteirista autodidata morreu em sua casa, na ilha de Faro, no mar Báltico.
Entre seus filmes mais conhecidos estão "Morangos Silvestres", "Cenas de um Casamento" e "Fanny e Alexander", vencedor de quatro Oscars. Esses filmes ajudaram a tornar a Suécia mundialmente associada à melancolia, mas fizeram de Bergman um mestre do cinema mundial.
Ao longo da carreira, ele realizou 54 filmes, 126 produções teatrais e 39 peças de rádio, além de programas para TV.
Suas obras-primas frequentemente lidavam com a confusão sexual, a solidão e a vã busca pelo sentido da vida -- temas que muitos atribuíam a uma infância traumática, quando ele era agredido pelo pai.
"Ele era um dos grandes", disse por telefone Jorn Donner, produtor de "Fanny e Alexander". "Eu o conhecia havia mais de 50 anos."
A vida particular de Bergman também costumava colocá-lo sob os holofotes. Casou-se cinco vezes, com mulheres bonitas e talentosas, e teve relacionamento com suas principais atrizes.
Em 2001, disse à Reuters, numa rara entrevista, que seus demônios pessoais haviam atormentado e inspirado sua vida inteira.
"Os demônios são inumeráveis, aparecem nos momentos mais inconvenientes e criam pânico e terror", disse Bergman na época. "Mas aprendi que, se eu puder dominar essas forças negativas e colocar arreios nelas, elas podem funcionar em meu benefício."
O jovem Bergman, que passou uma infância doentia, costumava apanhar do pai, um pastor luterano.
Em 1956, Bergman obteve reconhecimento internacional com "O Sétimo Selo", no qual está a clássica cena em que o cavaleiro medieval, à procura de Deus e do sentido da vida, joga xadrez com a morte. No ano seguinte, o filme recebeu o prêmio do júri em Cannes.
Em 1960 e 61, Bergman ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Voltaria a receber quatro estatuetas (inclusive, de novo, filme estrangeiro) em 1983, por "Fanny e Alexander", um filme com versões de três e cinco horas.
Depois de "Fanny e Alexander", o diretor anunciou sua aposentadoria do cinema, tendo dirigido apenas alguns especiais de TV, como o elogiado "Saraband", de 2003.
Bergman se estabeleceu na ilha Faro ("das ovelhas"), na costa sudeste da Suécia, depois de rodar sete filmes ali. Todos os verões, a ilha celebra a vida e obra de Bergman.
(Com reportagem de Fredrika Bernadotte, Helena Soderpalm e Adam Cox em Estocolmo, Terhi Kinnunen em Helsinque e David Cutler em Londres)
quinta-feira, 26 de julho de 2007
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Vamos disseminar, então.
Interessante, muito interessante
A prefeitura da cidade de Pirajuí está disponibilizando internet banda larga via rádio grátis para os moradores que se inscreverem no programa. O único custo para o munícipe é o de colocação da antena, que sai em torno de R$ 200,00. Além disso, a cidade já conta com o sistema wireless. Ou seja, se você for inscrito no programa (noticiou-se que já há 500 pessoas fazendo uso do sistema), além de ter internet grátis, ainda pode acessá-la de qualquer lugar da cidade no caso de possuir um notebook. O sistema ainda é novo, portanto, já há uma fila de espera para ter o direito de acesso. Mas o prefeito da cidade informou que em breve esse cadastro aumentará e que a intenção da prefeitura é oferecer o serviço para todos os moradores que quiserem.
Bacana, né!









