sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Sexta-feira é dia de ... Elisabeth Shue


Nascida Elisabeth Judson Shue em 06 de outubro de 1963, na cidade de Wilmington, Delaware, USA, esta suburbana começou a carreira bem cedo, atuando em comerciais de TV para levantar uns trocados. Em 1984 surgiu a chance no cinema: atuou ao lado de Ralph Macchio em "Karatê Kid".
Também em 1984 participou de três episódios do seriado "Call To Glory" na Paramount Television.
Em 1987 veio um papel que marcou bem a minha infância: a baba Chris Parker em "Adventures in Babysitting".
Estrelou também a franquia bem sucedida de Robert Zemeckis "De Volta para o Futuro" nos segundo (1989) e terceiro filmes (1990), ao lado de outro astro da época, o ator Michael J. Fox.
Antes disso, porém, atuou com Tom Cruise em Cocktail no ano de 1988.
Seu grande momento aconteceu em 1996 quando foi indicada para o Oscar de Melhor Atriz pela atuação como a prostitua Sera em "Despedida em Las Vegas", filme que fez em 1995 ao lado de Nicolas Cage, com trilha sonora de Sting. Por este filme, Nicolas Cage levou a estatueta de Melhor Ator, além do Globo de Ouro. Elisabeth, infelizmente, não.
De 1984, quando começou, até hoje, Elisabeth já atuou em aproximadamente 35 filmes, trabalhando com atores e diretores consagrados, entre eles, Woody Allen em "Deconstructing Harry", em 1997.
Atualmente pode ser vista em "First Born" e "Gracie".
Hã, ja ia me esquecendo, além de tudo isso que fez como atriz, ainda lhe sobrou tempo para estudar Ciências Políticas em Harvard.
Grande abraço a todos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Notícia quente!

Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos

Os organizadores Otavio Almeida (Hollywoodiano), Kamila Azevedo (Cinéfila Por Natureza) e Vinícius Pereira (Blog do Vinicius) convidam todos os fãs da sétima arte e seus respectivos blogs de cinema (e TV) a entrar para a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos (SBBC).


A iniciativa surge com a proposta de unificar e organizar os blogs de cinema e TV. A SBBC não deixa de ser mais um passo rumo ao respeito e reconhecimento dos blogs como veículos de comunicação feitos por competentes formadores de opinião. A grande diferença dos membros da SBBC é o amor pelo cinema.

No ano passado, participamos do Movie Bloggers Awards, que reuniu outros 16 blogueiros cinéfilos. Todos votaram em categorias semelhantes ao Oscar para eleger os melhores filmes, diretores, roteiros, etc. Veja o resultado aqui.

Além da união dos blogueiros cinéfilos em busca de divulgação e, principalmente, respeito, os organizadores decidiram dar continuidade ao Movie Bloggers Awards. Agora, a premiação dos melhores do ano apresenta um novo nome. A SBBC tem o orgulho de anunciar o Blog de Ouro. Trata-se do prêmio dos blogueiros cinéfilos para os melhores do ano no cinema (de todos os países) e na TV (neste caso, levamos as séries norte-americanas em consideração).

São 19 categorias para cinema e mais 14 para TV. Veja as 33 categorias abaixo:

CINEMA

• MELHOR FILME • DIRETOR • ROTEIRO ORIGINAL • ROTEIRO ADAPTADO • ATOR • ATRIZ • ATOR COADJUVANTE • ATRIZ COADJUVANTE • ELENCO • ANIMAÇÃO • TRILHA SONORA • CANÇÃO • FOTOGRAFIA • DIREÇÃO DE ARTE • FIGURINO • MONTAGEM • MAQUIAGEM • EFEITOS VISUAIS • SOM

TV

• MELHOR SÉRIE (DRAMA) • MELHOR SÉRIE (COMÉDIA) • ATOR (DRAMA) • ATOR (COMÉDIA) • ATRIZ (DRAMA) • ATRIZ (COMÉDIA) • ATOR COADJUVANTE (DRAMA) • ATOR COADJUVANTE (COMÉDIA) • ATRIZ COADJUVANTE (DRAMA) • ATRIZ COADJUVANTE (COMÉDIA) • ELENCO (DRAMA) • ELENCO (COMÉDIA) • MELHOR EPISÓDIO (DRAMA) • MELHOR EPISÓDIO (COMÉDIA)

A 1ª Edição Anual do Blog de Ouro considera todos os filmes e séries exibidos no Brasil no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2007. Por enquanto, a SBBC tem 14 membros (que já receberam este comunicado). Quem quiser entrar para a SBBC (o que dá o direito de votar no Blog de Ouro), deve encaminhar um e-mail para ottavioalmeida@hotmail.com até 1º de dezembro de 2007. A mensagem precisa conter:

• O nome completo do blogueiro
• O nome do blog de cinema (ou TV)
• O endereço do blog de cinema (ou TV)

Em breve, enviaremos e-mails com agenda e regulamento completo do Blog de Ouro. Até lá, esperamos por mais inscrições. Clique aqui para conhecer o blog oficial da SBBC.

Blogs do dia

A quem interessar possa, dêem uma olhada no blog do amigo Osvaldo, o Vá e Veja, em http://vaeveja.blogspot.com/
Lá tem, hoje, o trailer oficial do remake Halloween do Rob Zombie.

Aproveitem, também, e dêem uma passada em outro blog amigo, do Ricardo, o Bakemon em http://bakemon.zip.net/ para ler uma pequena mas apaixonada resenha de Faster Pussycat, Kill! Kill! do mestre explotation Russ Meyer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Blog do dia

Dêem uma passada no blog do André, o Palace Hotel, em http://photel.wordpress.com/
Lá tem, entre outras coisas, a foto da boca do vocalista do Happy Mondays, Shaun Ryder, antes de ele consertar aquilo que aparentemente eram dentes!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Oriente Médio

Empolgada que sou com o cinema "diferente" e empolgada que estou com o cinema que vem do Oriente Médio, proponho aos poucos, mas fiéis amigos que se dão ao trabalho de ler este blog que indiquem nos comentários um(s) filme(s) ou diretor(s) que gostem e que tenha(m) vindo daquela terra longínqua.
Eu vou chover no molhado e indicar o diretor Abbas Kiarostami (do Irã) e seu filme "Gosto de Cereja".
Indico também o filme "Osama" (Afeganistão) do diretor Saddiq Barmak que assisti recentemente e gostei bastante.
Grande abraço e muito grata a quem se der ao trabalho de comentar este post!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Marie Antoinette

Marie Antoinette (Maria Antonieta) - Sofia Coppola, EUA/JAP/FRA, 2006

Ontem, finalmente assisti a Maria Antonieta de Sofia Coppola. E digo assim, determinando a "dona" do filme porque é isso mesmo que Sofia é: dona de seus filmes, de suas obras. Depois de avacalhar sua carreira com um início nada promissor e bastante atrapalhado como atriz em "O Poderoso Chefão - Parte III" dirigido pelo paizão Francis Ford Coppola, Sofia se reinventou como diretora.
Começou com "Virgens Suicidas" um ótimo filme, bem dirigido, sério. Depois disso, COMETEU o absurdamente bom e para mim maravilhoso, "Lost in Translation", onde a virtuose aflorou em definitivo. Além de fazer um dos filmes mais belos sobre a estranheza do amor, conseguiu, ainda, em um mesmo momento, dirigir um ídolo seu, Bill Murray, e mostrar para o mundo o verdadeiro talento de Scarlett Johansson, que posteriormente viraria a queridinha de ninguém menos que Woody Allen.
Em apenas três filmes Sofia já mostrou a quê veio. Seus filmes são perfeitamentes reconhecíveis. A sua verve pop transborda em seus trabalhos. Música, para ela, é elemento definidor de suas ambientações. E a música aqui é sempre um pop, um rock de qualidade.
Bem, mas vamos ao filme.
Confesso que filmes históricos, como este "Maria Antonieta", que se passa na França mas falado em inglês, me irritam bastante. Respeitar a língua original, para mim, é primordial.
Assim, tinha eu, claro, um pé atrás com o trabalho.
Porém, sendo um filme de Sofia Coppola, é claro que eu tinha que assistir.
E assim como "O Pianista" de Roman Polanki (que sofre do mesmo problema da linguagem) "Maria Antonieta" me conquistou!
E me conquistou porque é pop até o talo!
Trata-se da história da última rainha da França, aquela que seria, durante a Revolução Francesa, decapitada, por, entre outras coisas, mandar o povo comer brioche na falta de pão.
E é exatamente essa Maria Antonieta que Sofia quer mostrar: fútil e alienada dos problemas reais.
Entretanto, a Maria Antonieta do filme, apesar de fútil, é sim encantadora. E não somente porque está muito bem representada pela competente Kirsten "Drunk" Dunst (que alíás eu não gosto muito), mas principalmente porque foi pensada como uma adolescente desencanada e subversiva, tão indie e maluquinha quanto a nossa Lovefoxxx!
E os elementos indies se espalham ao longo do filme, a ponto de conduzi-lo. A cena em que Maria Antonieta está escolhendo seu sapato e rapidamente aparece um All Star mostra bem isso.
O futuro rei Luiz XVI (representado por Jason Schwartzman) também está ótimo em sua insistente incompetência em cumprir suas obrigações de marido e deflorar a noiva!!
A princípio o filme pode parecer uma mera paródia feita a uma figura controversa. E acho que foi isso que levou as pessoas a se levantarem e deixarem a sala de projeção em Cannes quando da exibição do filme naquele país.
O tom pode ter sido recebido pelos franceses como de deboche. Mas não é.
Maria Antonieta, o filme, é uma obra única, de uma diretora única, que só consegue pensar o mundo através de uma visão pop e por vezes subversiva.
A intenção de Sofia Coppola, tenho certeza, não é a de agredir, mas sim de se firmar como grande realizadora que é, utilizando sempre uma linguagem mínima. Porque suas obras são realmente paradoxais: grandiosas porque mínimas, clássicas porque pop!
Hã, a história do filme? Assistam, vai valer muito a experiência!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sexta-feira é dia de ... Chloë Sevigny


Como nunca postei nada sobre mulher neste Sexta-feira é dia de... hoje falarei sobre uma que é também uma boa atriz.
Nascida Chloë Stevens Sevigny em Darien, Connecticut, Estados Unidos em 18 de Novembro de 1974, ela é hoje considerada a rainha do cinema independente norte-americano e rainha do movimento GLS (esse último eu não sei o porquê).
Começou a carreira em 1995 atuando no filme "Kids", de Larry Clark e Harmony Korine, este último seu namorado à época. Em 1997 ela voltaria a atuar em um filme de Korine "Gummo". Porém, entre "Kids" e "Gummo", Chloë deu seus próprios passos, atuando em, entre outros, "Crime em Palmeto", com Elisabeth Shue e "The Last Days of Disco", com Kate Beckinsale.
Finalmente em 1999 fez, ao lado de Hilary Swank, "Meninos não Choram" de Kimberly Peirce, filme pelo qual foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, que não ganhou, mas rendeu a estatueta de melhor atriz para Hilary.
Foi pelas mãos de outra diretora mulher, Mary Harron, que Chloë fez outro filme polêmico. Ao lado de Christian Bale atuou em "Psicopata Americano" filme baseado em livro ensurdecedor de
Bret Easton Ellis.
Atualmente ela pode ser vista em "Zodíaco", o novo filme de David Fincher e tem "Peter and Catherine" em pré-produção para este ano ainda.

Candy (Candy) - Neil Armfield, AUS, 2006.

Este é um filme que esperei ansiosamente para assisti-lo. Não porque achasse que era um puta filme, e tal. A curiosidade era tal por causa de "Réquiem para um Sonho" do Darren Aronofsky, outro filme a tratar do tema "drogas entre um casal apaixonado".
E como "Réquiem" é um dos maiores filmes sobre o tema (se não for o maior e melhor), a minha intenção com este Candy era saber até que ponto o filme não seria tão ruim assim.
Assisti-lo pensando em "Réquiem" torna Candy um filme decepcionante.
Mas, ao tirar o "véu de noiva" (ignorância) teorizado pelo filósofo norte-americano John Rawls de minha frente, pude assistir a um belo e envolvente filme sobre as fragilidades humanas.
É claro que Candy não chega a ser uma obra-prima. Mas é sincero e, nesta sinceridade, nos conquista.
Candyce é uma jovem pintora filha única de uma família classe média estabilizada. Candy conhece Dan, um jovem atraente e viciado em drogas que a apresenta aos prazeres químicos.
Eles se amam e juntos vivem todas a agruras da vida em comum. E a essa "vida em comum" soma-se o vício e os seus transtornos.
O filme não é nem pretende ser uma obra inesquecível. Mas convence. Principalmente a química entre Candy (Abbie Cornish) e Dan (Heath Ledger). Ambos combinam muito em cena. E aí, infelizmente, voltei a lembrar de "Réquiem" e da química entre Jennifer Connelly e Jared Leto, incríveis. E, então, o "véu de noiva" de John Rawl se impôs novamente em mim.
O filme acabou e pouca coisa ficou.
Mas valeu a pena. Por breves instantes, mas inesquecíveis instantes.

Tillsammans

Tillsammans (Together/Bem-Vindos) - Lukas Moodysson, SUE, 2000.

Outro grande filme do cara que eu falei aí em cima. Só que este é uma comédia divertidíssima sobre um grupo de hippyes no meio da década de 70 que se vêem obrigados a receber em sua comunidade a irmã de um deles, acompanhada de seus dois filhos quase adolescentes.
Com a nova convivência, a confusão está armada. Tanto os novos moradores da comunidade quanto os originários terão de abdicar de alguns preceitos para que a ordem seja completa. Ordem baseada na anarquia, é claro.
Ótimo filme que mostra os desejos e intenções de um grupo de pessoas em meio a uma Suécia e uma Europa em profunda mudança econômica e política.
É comédia, mas é bem séria!

Fuking Ämäl

Fuking Ämäl (Amigas de Colégio) - Lukas Moodysson, SUE, 1998.

Assisti novamente a Fuking Ämäl, filme de Lukas Moodysson, um dos mais promissores diretores atuais de origem sueca.
Já falei aqui sobre minha admiração pelo cinema europeu, sobretudo pelo cinema nórdico. Suécia, Finlândia, Dinamarca...enfim, países tão ermos para nós brasileiros, mas que me encantam muito. Adoro assistir filmes que vêem de lá e da Rússia. Acho que é porque são paisagens e culturas tão diferentes da nossa! E isso me encanta, conhecer o novo (ao menos para mim), o diferente.
Mas vamos ao filme.
Este é um filme sobre adolescentes. Mais do que isso, sobre adolescentes confusos. E tudo o que esse período da vida pode trazer de bom e ruim ao mesmo tempo.
Agnes é uma menina tímida e introvertida, nova na cidade, com dificuldades extremas de relacionamento. Sua única amiga é uma deficiente física que ela nem gosta tanto assim. Mas Agnes tem um segredo: é perdidamente apaixonada pela garota mais popular do colégio, Elin, que não lhe dá a mínima bola. Afinal, Elin é hétero.
Porém, por conta do acaso e de uma brincadeira de muito mal gosto, Elin acaba beijando Agnes. E o que parecia um sacrilégio, vira amor.
O filme é delicado, bonito. Deixa bem claro que os problemas adolescentes são praticamente os mesmos em qualquer lugar do mundo.
O final é bastante empolgante.
Vale a pena assisti-lo para conhecer o ótimo Lukas Moodysson e viver uma experiência incrível.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Aos meus caros e poucos amigos que se dão ao trabalho de ler este blog.
Devo informar que estou um pouco afastada das funções esta semana por conta dos loucos compromissos que tenho comigo mesma. Estudar, estudar, estudar.
Saibam todos que sou concurseira.
Pois é, estou na batalha tentando um emprego estável e que me traga uma certa liquidez. Só assim poderei sobreviver neste mundo de meu Deus e, claro, porque ninguém é de ferro, adquirir as minhas preciosidades cinematográficas que tanto amo!
Desta feita, informo-lhes (ao menos a quem interessar possa) que estou no meio do processo de estudo para três concursos!!! Por isso, esta ausência.
Mas peço, por obséquio: não me abandonem! Tenho três filmes para comentar esta semana, ainda (eu disse que ninguém é de ferro!). Devo fazê-lo até sexta.
E assim, como sou brasileira e não desisto nunca, espero por vocês já, já.
Grande abraço.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Assistindo...

Zoolander (Zoolander) - Ben Stiller, EUA, 2001.

...e achando muuuito bom!!!!!

Last Days

Sabe o que era mais interessante em Kurt Cobain? Sem dúvida a sua dualidade.
Se em cima de um palco ele era absolutamente agressivo, voraz, tão roqueiro que virou um clichê dele mesmo, longe das luzes ele era doce e ingênuo. Quem já leu alguma biografia sua sabe disso.
Sua dependência e seus problemas com drogas e, principalmente, heroína, surgiram mais para aplacar a sua incurável dor de estômago do que como resultado do ambiente em que cresceu. Nascido na cidade de Aberdeen, o que se poderia chamar de algum lugar meio esquecido do Estado de Seattle, o ídolo que aprendemos a idolatrar teve uma infância pobre e problemática. Após a separação dos pais, Kurt morou com vários parente e amigos. Era o tipo de pessoa que dormia em qualquer sofá que lhe oferecessem. Desde muito cedo interessou-se por música e guitarras. Sua genialidade (ou loucura?) formou-se a partir da adolescência, quando começou a demonstrar seu interesse pelo kirsch, pelo brega, pelo feio.
Vítima, talvez, desse ambiente sem controle, Kurt, apesar de tudo isso, mostrou ser uma pessoa doce. Com sérios problemas, mas doce.
Demorou muito para experimentar drogas pesadas. E o fez, como já mencionado logo acima, mais para aplacar a sua dor de estômago do que para fazer parte do todo rock and roll ao qual passara a pertencer. Afinal, Kurt era outsider e não precisava imitar ninguém, nem mesmo seus ídolos. Hoje já se sabe que Kurt Cobain tinha um problema congênito, uma veia na parede de trás de seu estômago era constantemente pressionada por uma costela, o que gerava as dores intensas e o seu desespero. Ironia: talvez se soubesse disso, teria se preservado. Não, acho que não!
Enfim, um gênio ou um louco que deu cabo da própria vida porque não aguentava mais viver a fama e o sucesso? Não sabemos hoje e talvez nunca saberemos. A única certeza é a da sua importância para o rock and roll e para o meio pop.
Falei tudo isso aí em cima só para dizer que assisti ao filme do Gus Van Sant, Last Days, e gostei,
Gostei, principalmente, porque o Blake do filme (ligeiramente inspirado em Kurt, segundo o próprio diretor) é doce, muito doce. Doce mesmo estando em um estado letárgico e planejando suicidar-se.
O filme foca os últimos três dias de vida de Kurt, ops, Black, um astro do rock que não suporta mais a vida que leva. Após fugir de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, volta para sua mansão, onde fica por volta de três dias até ser encontrado morto pelo seu jardineiro.
E é exatamente esses últimos três dias de vida do Kurt que ninguém sabe até hoje exatamente o que aconteceu.
A interpretação que o diretor Gus Van Sant deu aos últimos três dias não é inovadora. Não trouxe nenhuma informação extra. Mostrou apenas aquilo que se concluiu ter acontecido após uma investigação policial. E o que o Kurt fez nesses últimos três dias de vida? Está lá, no filme, na figura frágil de Black, divinamente interpretado por Michael Pitt.
Se eu gostei do filme? Gostei, gostei muito. Não é um filme fácil de digerir. As cenas são demasiadamente lentas. Mas é um trabalho autoral, bem centrado e muito digno do diretor Gus Van Sant.
No entanto, apesar de ter gostado bastante do filme, ainda tenho como sonho de consumo assistir à vida de Kurt Cobain contada pelo excelente Milos Forman, filmografista de primeira. Quem sabe um dia??????


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Assistindo...

Last Days (Últimos Dias) - Gus Van Sant, EUA, 2005.

Estou assistindo Last Days, na segunda-feira falo sobre ele. Mas já adianto que é um filme difícil de digerir. Mas estou gostando.

Sexta-feira é dia de ... Ralph Macchio


Nascido Ralph George Macchio em 4 de novembro de 1961, em Long Island, EUA, este é o meninão que foi o herói dos adolescentes hoje na casa dos 30 anos.
Ao lado de Pat Morita portagonizou, a partir de 1984, a série de grande sucesso Karatê Kid, da qual participou de três filmes (houve um quarto filme, mas este já não contou com o nosso herói).
Para quem pensa que Ralph foi astro de um filme só, isto não é verdade. Obviamente que seu maior sucesso foi a série Karatê Kid, mas ele fez outros filmes bons. Incluem-se nessa lista, entre outros, "Vidas sem Rumo", filme de 1983 que revelou muitos astros, "Encruzilhada" de 1986 e "Meu primo Vinny" de 1992.
Seu último trabalho foi em 2006, com o filme "Beer League".
A foto aí em cima é mais ou menos atual, e o meninão, já se pode dizer, virou um tiozinho simpático.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Essa não!!!!!!


Sir Elton John quer acabar com a internet! Como assim???
Segundo reportagem da Folha, o arauto da música quer fechar em definitivo a internet porque ela está "destruindo a indústria musical e as relações interpessoais".
Ainda segundo a reportagem, o malucão beleza da inglaterra afirmou que a "Internet fez com que as pessoas deixem de se comunicar e se encontrar e evitou que coisas fossem criadas. Em vez disso, (os artistas) se sentam em suas casas e criam seus próprios discos, que algumas vezes são bons, mas que não têm uma visão artística a longo prazo".
Será que sou só eu que tenho essa impressão ou a música e a cultura em geral melhorou muito depois da internet?
Musicalmente falando, o que seria do mundo pop-indie se não fosse a "revolução" perpetrada pelo The Strokes depois do advento da internet? Será que teria surgido tantas bandas e tantos conceitos se ainda estivéssemos escravizados pela cultura das majors?
Em termos legais e jurídicos, realmente a internet virou o mundo de cabeça para baixo. Mas é notório que depois dela, adoradores da cultura pop em geral adquiriram mais liberdade e possibilidades de escolhas.
Se antes nós ficávamos à mercê da grandes gravadoras, tendo acesso somente àquilo que elas nos apresentavam e a um preço exorbitante, hoje, música e cinema, por exemplo, estão ao alcance de nossos dedos. E o nosso poder de escolha ficou infinitamente maior, porque hoje, se baixamos uma banda nova da qual não gostamos, deletamos do nosso computador e de nossa mente. Antes, o novo só nos era apresentado via gravadora. E pagávamos por isso. Ou seja, gostando ou não gostando da banda, ela ficaria conosco para sempre, repousando em uma estante qualquer. Hoje não. Se gosto, ouço, se não gosto, ignoro, sem ter o peso na consciência de ter pago uma fortuna por isso.
E aí, Sir Elton John afirma que é exatamente neste ponto que a indústria cultural foi abalada. De fato, vender disco hoje é mais difícil. Mas nem por isso as bandas deixaram de ser adoradas. Pelo contrário, o culto à música só cresceu. E meu caro amigo Sir Elton John, o mundo mudou, todos nós mudamos. Nada mais simples, então, que a arte também mude!
A reportagem completa está no site da Folha de São Paulo, no link abaixo:
link


quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Dois novos indies

E vem aí dois novos filmes de diretores indies e hypados.


O primeiro filme é do diretor de Donnie Darko, Richard Kelly, a ser lançado em 9 de novembro nos Estados Unidos.

O filme se passa no feriado de 4 de julho de 2008 em Los Angeles e, como não poderia deixar de ser, trata do caos econômico, social e ambiental que se instalará na cidade. Conta com a participação de The Rock como um astro de filmes de ação que está com amnésia e, ao que tudo indica, tentará salvar o mundo. Gosto de Donnie Darko, gosto do diretor, mas confesso que esse elenco me deu medo!!!

O outro filme é do não menos hypado Wes Anderson, o malucão por trás de Os Excêntricos Tenenbaums e A Vida Marinha de Steve Zissou.

Nele, Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman são três irmãos que partem para uma jornada espiritual pela Índia. A sua pré- estréia será no Festival de Nova York, entre 28 de setembro e 14 de outubro deste ano.

Esperemos, então.

terça-feira, 31 de julho de 2007

E agora? Roubei um Rembrandt

E agora? Roubei um Rembrandt (Rembrandt) - Jannik Johansen, DIN, 2003.

O que fazer quando tudo, absolutamente tudo dá errado e é exatamente aí que você tem a grande chance da sua vida? Seguir em frente, após um breve vacilo ou desistir de tudo?
E agora? Roubei um Rembrandt é um filme Dinamarquês e muito divertido.
Meus amigos não entendem minha obsessão pelo cinema europeu, sobreduto por aquele cinema que vem lá de cima, dos países nórdicos! Eu não sei exatamente o que é, mas eu adoro. Deve ser porque retrata coisas comuns em um ambiente totalmente diferente daquilo que nós brasileiros "terceiro-mundistas subdesenvolvidos e agora emergentes" somos. Afinal, as paisagens são inóspitas para os nossos padrões. E para quem estava acostumado com a seriedade e intensidade de um Ingmar Bergman, esse E agora? é uma delícia. Porque, apesar de tratar de temas custosos para os povos desenvolvidos, como o desemprego e a falta de dinheiro, é um filme muito divertido sobre um grupo de atrapalhados ladrões de "qualquer coisa" que, ao tentarem furtar um quadro qualquer no museu de Nivågård na Dinamarca para venderem por mil dólares, atrapalhados, acabam por furtar um Rembrandt com valor de venda de dois milhões e meio de dólares. E agora, o que fazer com o elefante branco que têm em mãos?
Divertido e gostoso de assistir é um filme sem pretensões que não vai mudar o mundo, mas que prende a atenção de quem assiste ansioso pelo desfecho com os atrapalhados ladrões.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Sessão da tarde

Whistle Down the Wind (O Vento também tem segredos) - Bryan Forbes, ING, 1962.

Baseado em obra da inglesa Mary Hayley Bell, este filme tem todos os requisitos para uma esplendorosa sessão da tarde. Fez-me lembrar de quando eu era criança e a única preocupação que eu tinha era chegar da escola, almoçar, fazer o dever de casa e esperar pela Sessão da Tarde da Globo. Cresci fazendo isso. E assistindo a todos os filmes de Jerry Lewis. Sim, porque naquela época (ops, não faz tanto tempo assim!!! ou faz???) a Sessão da Tarde passava Jerry Lewis à beça. Bons tempos. Bons tempos, não! Ótimos tempos!!!!
Bem, voltemos ao filme.
Trata-se de um filme que relata a inocência e o acreditar das crianças. Coisas perdida nos dias atuais.
Três irmãos do interior da Inglaterra que moram com o pai viúvo e a tia megera encontram um estranho em seu celeiro e passam a acreditar que aquele homem estranho e tímido é o próprio Jesus Cristo, em quem acreditam e respeitam. O estranho, foragido da polícia por cometer pequenos furtos na pequena cidade à qual pertence a fazenda onde as crianças moram, aproveita-se da inocência de seus anfitriões e incorpora a personagem.
É um filme antigo, daí a verdadeira "crença nos bons". E apesar de ser em p&b, tem uma bonita fotografia, dentro dos padrões da época, é claro.
Vale a pena assistir em uma tarde chuvosa comendo pipoca!!!!!

Luto

E começamos a semana com uma perda lastimável. Irreparável, irreparável.

Tirado do Yahoo Notícias
link

ESTOCOLMO (Reuters) - O lendário cineasta sueco Ingmar Bergman, que influenciou gerações de cinéfilos com suas obras sombrias sobre temas como a morte e os tormentos sexuais, morreu na segunda-feira, aos 89 anos.

Sua filha Eva disse à agência sueca de notícias TT que o diretor e roteirista autodidata morreu em sua casa, na ilha de Faro, no mar Báltico.

Entre seus filmes mais conhecidos estão "Morangos Silvestres", "Cenas de um Casamento" e "Fanny e Alexander", vencedor de quatro Oscars. Esses filmes ajudaram a tornar a Suécia mundialmente associada à melancolia, mas fizeram de Bergman um mestre do cinema mundial.


Ao longo da carreira, ele realizou 54 filmes, 126 produções teatrais e 39 peças de rádio, além de programas para TV.

Suas obras-primas frequentemente lidavam com a confusão sexual, a solidão e a vã busca pelo sentido da vida -- temas que muitos atribuíam a uma infância traumática, quando ele era agredido pelo pai.

"Ele era um dos grandes", disse por telefone Jorn Donner, produtor de "Fanny e Alexander". "Eu o conhecia havia mais de 50 anos."

A vida particular de Bergman também costumava colocá-lo sob os holofotes. Casou-se cinco vezes, com mulheres bonitas e talentosas, e teve relacionamento com suas principais atrizes.

Em 2001, disse à Reuters, numa rara entrevista, que seus demônios pessoais haviam atormentado e inspirado sua vida inteira.

"Os demônios são inumeráveis, aparecem nos momentos mais inconvenientes e criam pânico e terror", disse Bergman na época. "Mas aprendi que, se eu puder dominar essas forças negativas e colocar arreios nelas, elas podem funcionar em meu benefício."

O jovem Bergman, que passou uma infância doentia, costumava apanhar do pai, um pastor luterano.

Em 1956, Bergman obteve reconhecimento internacional com "O Sétimo Selo", no qual está a clássica cena em que o cavaleiro medieval, à procura de Deus e do sentido da vida, joga xadrez com a morte. No ano seguinte, o filme recebeu o prêmio do júri em Cannes.

Em 1960 e 61, Bergman ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Voltaria a receber quatro estatuetas (inclusive, de novo, filme estrangeiro) em 1983, por "Fanny e Alexander", um filme com versões de três e cinco horas.

Depois de "Fanny e Alexander", o diretor anunciou sua aposentadoria do cinema, tendo dirigido apenas alguns especiais de TV, como o elogiado "Saraband", de 2003.

Bergman se estabeleceu na ilha Faro ("das ovelhas"), na costa sudeste da Suécia, depois de rodar sete filmes ali. Todos os verões, a ilha celebra a vida e obra de Bergman.

(Com reportagem de Fredrika Bernadotte, Helena Soderpalm e Adam Cox em Estocolmo, Terhi Kinnunen em Helsinque e David Cutler em Londres)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Site


Para quem não conhece, site muito bom para baixar filmes. Só clássicos e cult movies e afins. Tem europeus, asiáticos, latino-americanos, etc. Por causa dele estou trocando minha internet via rádio por speedy. A dica foi da Fina Endor do blog Dadarquia (http://linguadefel.blogspot.com/).
Vamos disseminar, então.

Interessante, muito interessante

Ontem, no jornal local aqui de minha região foi veiculada uma notícia muito interessante.
A prefeitura da cidade de Pirajuí está disponibilizando internet banda larga via rádio grátis para os moradores que se inscreverem no programa. O único custo para o munícipe é o de colocação da antena, que sai em torno de R$ 200,00. Além disso, a cidade já conta com o sistema wireless. Ou seja, se você for inscrito no programa (noticiou-se que já há 500 pessoas fazendo uso do sistema), além de ter internet grátis, ainda pode acessá-la de qualquer lugar da cidade no caso de possuir um notebook. O sistema ainda é novo, portanto, já há uma fila de espera para ter o direito de acesso. Mas o prefeito da cidade informou que em breve esse cadastro aumentará e que a intenção da prefeitura é oferecer o serviço para todos os moradores que quiserem.
Bacana, né!

Que dia!!!!

Hoje o dia está estranho, muito estranho. Estou tentando postar a imagem de um filme, para comentá-lo, mas o blog está uma "bkjjfjsdfeirjdf" e não estou conseguindo! Estou tentando melhorar minha internet, fazendo a loucura de assinar o speedy, e também não estou conseguindo. Liguei para a Telefônica, pedi o serviço (speedy), passei todos os dados exigidos, etc, etc, etc. Ao finalizar a compra, percebi que a atendente tinha feito tudo errado!!!! Me vendeu, além do speedy, uma série de outros serviços que eu NÃO PEDI E NÃO QUERO EM HIPÓTESE ALGUMA. Resultado: a atendente do setor de auditoria, para quem fui encaminhada, está tendo que refazer todo o pedido. Ficou de me ligar assim que estivesse pronto para que confirmássemos a compra. Até agora nada. São 10:26hrs. Isso depois de ter ficado 47 minutos no telefone fazendo tal aquisição. Sei não, e além de tudo, sinto que vou acabar me arrependendo de adquirir o serviço porque agora você adquiri por um preço, que eu pensei que duraria enquanto vigesse o contrato de um ano. Mas já fiquei sabendo que agora em setembro tem reajuste pelo IGP-M. Brasileiro sofre mesmo. Se não é com a falta de liquidez (que apesar de estar adquirindo esse serviço caríssimo, é o meu caso) sofre com a falta de respeito ao consumidor. De qualquer forma, agora que fiz a loucura, espero concluir a tal compra ainda hoje.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

À procura de...um filme


Estou à procura deste filme Harold and Maude - Ensina-me a viver - com legenda em pt. Até encontrei em um site, mas o cara me pediu R$ 153,00. Aí não dá!!!

De Volta...

De volta e tentando reorganizar a rotina. Muitos filmes para assistir na estante, mas pouco tempo para degustá-los.
Que a semana seja excelente para todos nós e que eu consiga assistir algo interessante para postar neste espaço um pouco abandonado.
Aos poucos voltamos ao normal, espero!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Descanso

Este blog vai dar um tempinho de dois ou quatro dias. Volto na segunda, dia 23 de julho. Grande abraço a todos.

Corrente literária

Dizem que o negócio todo começou lá no Cine Art e percorreu vários blogs amigos. Aqui chegou via Ricardo do Bakemon. Assim, muito grata, Ricardo, por lembrar desta humilde blogueira em começo de carreira. A proposta é escolhermos 5 livros que mudaram nossa vida, falar um pouquinho sobre eles e passar a bola para outros 5 blogueiros fazerem o mesmo. De cara já vou dizendo que todos os livros que eu li até hoje mudaram minha vida de alguma foram. Afinal, o que diferencia o que somos hoje do que seremos daqui 5 anos é, sem dúvida, aquilo que lemos. Então, aqui vão 5 lilvros importantes para mim, não em ordem de importância:

-O LOBO DA ESTEPE (Hermann Hess): este é o livro que iniciou a contra-cultura no mundo. É de extrema importância para mim porque me levou a conhecer seu autor e todos os outros livros que ele escreveu. Assim, o que mudou minha vida não foi somente o livro, mas a obra deste alemão de nome Hermann Hess, magnífico, profundo, intenso e necessário. De Sidarta, passando por Demian e seguindo até o Jogo das Contas de Vidro, li quase tudo que pude do autor. Não a obra toda, mas quem sabe, um dia chego lá. A importância do Lobo da Estepe se dá, também, porque além dele ter-me aberto os olhos para as outras obras do autor, me abriu a alma para os clássicos: Kafka, Vitor Hugo, Dostoiévski, Hemingway, Rilke, Joyce, Goethe, Dante, enfim, o que há de melhor na literatura mundial.
-FLASHBACKS - SURFANDO NO CAOS (autobiografia de Timothy Leary): este aqui me abriu os horizontes para a leitura de cultura pop. Quando o li, o petardo foi tão intenso, que comecei a devorar os autores modernos de literatura pop: Rick Moody, Nick Hornby, biografias, etc, etc, etc... Falta muuuuuuta coisa a ser lida, assim, aceito qualquer sugestão de leitura.
-MATE-ME, POR FAVOR (Larry "Legs" McNeil e Gilliam McCain): se você quer conhecer o nascimento do punk no mundo, entender a cultura pop de hoje, esse livro é fundamental. Debulha as entranhas do nascimento punk em Nova York e nos apresenta as personagens mais interessantes e perturbadoras daquela época, nossos ídolos hoje.
-100 ANOS DE SOLIDÃO (Gabriel Garcia Marquez): foi com esta estória de literatura fantástica que eu fui entender, verdadeiramente, as amarras do autoritarismo e como o ser humano se transforma diante do poder. Aqui, a família Buendía atravessa 100 anos de uma história de ascensão e queda de poder, sonhos e realidade.
-O MORRO DOS VENTOS UIVANTES (Emily Brontë): este foi difícil de selecionar, porque apesar de ser um livro maravilhoso que eu li em dois dias, eu não queria pagar de romântica (coisa que não sou) aqui neste espaço bloguístico. Mas como sou menina, não vou fugir à regra e indicarei, sim, um livro sobre o amor. Não um amor qualquer, mas um amor incondicional e cruel e nada piegas. Os defeitos da humanidade, tenho a impressão, estão quase todos aqui. Grande livro.

Bom, agora que já falei um pouquinho sobre os 5 livros importantes em minha vida, passo a bola para o amigos dos seguintes blogs:

Viscerablog
Pipocadesal
Aquijazzlucas
Sombraseletricas
Palacehotel

Peço desculpas àqueles que possam achar estranho minha indicação, mas faz muito pouco tempo que estou habitando este espaço e, portanto, não tenho tantos amigos assim.
Espero que não se ofendam.







LUTO...novamente. Até quando???

Mais uma vez, e menos de um ano depois do acidente da Gol, em setembro do ano passado que vitimou 157 pessoas, um Airbus da TAM colide com um prédio da própria empresa aérea que ficava nos arredores de Congonhas. O número de vítimas ainda não foi confirmado, mas fala-se em torno de 200 pessoas. Isso porque no avião havia 170 passageiros e 6 tripulantes e, dizem, fontes não confirmadas, que dezenas de pessoas trabalhavam no prédio no momento do "acidente".
Coloco acidente em parênteses porque à essa altura, com quase um ano de crise aérea e tal, será que nos contentaremos em dizer que essa tragédia foi mais um acaso?

Vejam o que disse Gianfranco Betting, consultor em aviação, no Yahoo Notícias de hoje:

A entrega antes do tempo das obras da pista principal do Aeroporto de Congonhas pode ter contribuído para o acidente com o Airbus A320 da TAM, segundo o consultor em aviação Gianfranco Betting. "A Infraero é culpada por este assassinato coletivo", afirmou Betting em entrevista à Agência Estado. Para o especialista, a obra foi entregue incompleta. "Foi uma irresponsabilidade assassina."
A Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) inaugurou a pista em 29 de junho sem fazer o 'grooving', procedimento que coloca ranhuras no solo para melhorar o escoamento da água e evitar derrapagens. Apesar de não serem obrigatórias, as ranhuras normalmente são feitas para dar mais segurança nos pousos. "Principalmente em aeroportos com pista curta, como Congonhas, o 'grooving' é imprescindível", diz Betting.
O fato de Congonhas ser cercado de prédios - como o da companhia aérea TAM, atingido no acidente - torna ainda mais crítica a situação do aeroporto paulista. "Não há espaço para qualquer erro", esclarece o especialista.

Para Bettinq, a falta de ranhuras no solo pode ter causado uma aquaplanagem, quando o avião tentava arremeter (decolar novamente). O problema pode ter sido a causa também da derrapagem de um avião ATR 43 da Pantanal ontem na pista principal de Congonhas. "Não pode ser coincidência dois aviões derraparem um atrás do outro", diz Betting.
Se confirmada a falta de ranhuras na pista como causa do acidente, este será o primeiro acidente aéreo com vítimas fatais causado por falhas na infra-estrutura aeroportuária no Brasil.

Saiu, também no site Yahoo Notícias uma lista com as maiores tragédias aéreas do mundo. É curioso verificar que não consta de tal lista países como a Noruega, por exemplo. Aí eu me pergunto: será que lá não existem aviões????
Países desenvolvidos, comprometidos com o bem-estar de seus cidadãos, que zelam por segurança e dignidade de todos (a Noruega é só um exemplo que usei para ilustrar bem isso) não constam dessa lista de tragédias. Porque será? Coincidência, dirão os gestores de nosso paizinho de meia pataca, onde o que realmente importa é o ilustre bolso de alguns poucos que têm a "sorte" de poder mamar nas tetas do Estado, e não há qualquer preocupação com a funcionabilidade real do país, dito emergente. Aliás, emergente de que? Será que existe alguma competição obscura, nas entranhas dos poderes mundiais, para ver que país "emergente" derruba mais aviões?? Se for isso, estamos na frente, ganhando de lavada! Só no ano passado, em um único acidente foram 154 vítimas. No acidente de ontem, falam em 200, 250 pessoas!!!! E já que estamos em época de Pan, nessa modalidade somos OURO!!!!!!
Tenho a impressão de que está na hora de pararmos de falar nessa besteira de país emergente e, que me desculpem os geógrafos conceituadores, voltarmos a assumir nossa eterna condição de país de terceiro mundo (terceiro mundo sim, porque é isso o que somos!!!!, se é que essa classificação, dita errônea pelos estudiosos modernos, já não é pior). Quem sabe ao aceitarmos isso, não aceitamos também que o nosso país precisa de muito trabalho e dedicação de pessoas realmente comprometidas com o progresso da nação para começar um processo real de desenvolvimento. É, porque até agora o que estamos vivendo é um completo abandono e involução. Já já voltaremos a morar em árvores com medo das bestas-feras que ficam à espreita para nos caçar. Isso se houver árvores, é claro.

Ponto final e INDIGNADA!!!!!!

PS. Não que aviões não caiam. Pelo contrário. Acidentes aéreos, infelizmente acontecem. Porém, o homem, ao lidar com um "objeto mais pesado que o ar, com um motor movido à explosão e inventado por um brasileiro"!!!! (essas são colocações bastante adequadas do Sr. Vinicius de Moraes, aquele poeta, que justificava, com essas palavras, seu medo de voar!!) deveria ter um mínimo de preocupação e cuidadeo para fazer o "troço" todo funcionar. Afinal, não é tão simples assim, botar um avião no ar. Isso exige esforços comuns da iniciativa privada e do poder público. Sem falar que o "troço" em questão leva, em seu interior, pessoas que pagam por isso. É isso aí, meu Brasil, até quando vamos aceitar que tudo funcione da maneira mais errada possível. Talvez se o nosso Brasil fosse com z, Brazil, teríamos alguma chance...





segunda-feira, 16 de julho de 2007

Petardo metalinguístico


METALINGUAGEM METALINGUAGEM METALINGUAGEM
METALINGUAGEM METALINGUAGEM METALINGUAGEM METALINGUAGEM
METALINGUAGEM METALINGUAGEM METALINGUAGEM METALINGUAGEM
METALINGUAGEM METALINGUAGEM METALINGUAGEM
METALINGUAGEM METALINGUAGEM
METALINGUAGEM

Porque cargas d'água, atrizes como Maggie Gyllenhall e Emma Thompson, em atuações como estas, feitas nesse petardo metalinguístico dirigido por Marc Foster, nem são citadas em um Oscar qualquer da vida?
Emma é o que é. E neste filme não fugiu à regra com sua escritora neurótica e à beira de um ataque de nervos, como gostaria Woody Allen.
Já Maggie, sempre ocultada pela figura mais conhecida do irmão Jake Gyllenhal é pouco badalada, mas confesso que sua atuação neste filme me arrebatou. E o que parecia improvável, um par romântico entre Maggie e Will Ferrel, aqui é absolutamente aceitável. E essa aceitabilidade só é possível porque ambos estão descomunais em suas atuações.
Depois de assistir ao filme e me deliciar com as personagens, não cabe nem falar do roteiro ou outra coisa qualquer.
Só assistindo e comprovando.

Uma luz no fim do túnel

Foi lançado neste mês de julho o Lume Filmes, um selo para distribuição de filmes em dvd, sediado em São Luiz do Maranhão. E seja de conhecimento de todos que tal selo lançará todo mês dois títulos. São só petardos. O selo já lançou:

-Felizes Juntos (Happy Together) - de Wong Kar Wai, CHI, 1997.
-Na companhia de homens (In the company of men_ - de Neil LaBute, EUA, 1997.
-Felicidade (Happiness) - de Todd Solondz, EUA, 1998. Finalmenteeeeee!!!!!!!!
-Reconstrução (Reconstruction) - de Christoffer Boe, DIN, 2003.

E vem aí:

-Exótica (Exotica) - de Atom Egoyan, CAN, 1994.
-Lunna Papa (Lunna Papa) - de Bakhatyar Khudojnazarov, RUS, 1999.
-Madre Joana dos Anjos ( Matka Joanna od aniolów) - de Jerzy Kawalerowics, POL, 1961.
-Down by Law - de Jim Jarmush, EUA.
-Os Imorais (The Grifters) - de Stephen Frears.
-Os amantes da Ponte Neuf (Les amants du Pont - Neuf) - de Léos Carax, FRA.
-Underground (Underground) - de Emir Kusturica, FRA/SER, 2004.
-Filhos de Hiroshima (Gembaku no ko) - de Kaneto Shindô, JAP, 1952.

E há rumores de que vem por aí:

-Bem vindos à casa de bonecas - de Todd Solondz.
-Eraserhead - de David Lynch

O selo em questão está em
www.lumefilmes.com.br