segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bug

Bug (Possuídos) - William Friedkin, EUA, 2006.

O filme não é lá grandes coisas, mas assim mesmo gostei, já que foge do óbvio.
Só fico imaginando como seria a abordagem do tema se eles, lá no primeiro mundo, conhecessem nosso bom e velho aedes aegypti!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Os Idiotas

Os Idiotas (Idioterne) - Lars Von Trier, DIN, 1998.

PUTA QUE PARIU!!!!!!!!!!
Os Idiotas é isso mesmo, um PUTA de um filme.
E eu não estou falando do niilismo do Dogma 95, não. Eu não sou apaixonada por esse movimento. Digo até que nem gosto da maneira simplista que eles utilizavam para fazer um filme. Mas é justamente essa simplicidade que faz com que os cineastas tenham que buscar coisas interessantes para tratar nos filmes. E, geralmente, essas coisas interessantes são sempre bofetadas na cara da sociedade burguesa!
E esse segundo exemplar do Dogma 95 (o primeiro foi "Festa de Família", também de 1998, de Thomas Vinterberg) é exatamente isso: um apanhado de críticas à sociedade burguesa que, fechada em seu mundinho, vive de forma confortável e distante da realidade que a cerca. Os problemas para os burgueses, são problemas dos outros.
Em "Os Idiotas", Lars nos apresenta um grupo de pessoas burguesas que se unem para encontrar o idiota que existe em cada um e, munidos dessa paranóia, afrontar toda a sociedade. Os idiotas que eles encontram dentro de cada um são criaturas descontroladas e de comportamento muito próximo dos deficientes mentais. Com essa performance eles interagem com as pessoas na rua, nos clubes, restaurantes e, quase sempre, obtém como resposta o desprezo dos "normais"
É esse cinismo que nos é apresentado de forma lúdica e ao mesmo tempo radical. A experiência de "os Idiotas" é grandiosa e merece ser vivida.
Grande abraço.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tarantino

Tarantino é o cara. Ele é foda! E digo isso, não só pelos seus filmes, que são sempre um momento mágico de diversão garantida. Digo isso porque sua genialidade vem de uma forma toda especial de influenciar. Influenciar a massa e todo o cinema ocidental!!! Isso mesmo, todo o cinema ocidental.
Fico pensando como seria hoje se o cara não tivesse, desde o seu início como cineasta, levantado a bandeira dos seus gêneros preferidos: western spaghetti, orientais, samurais, zumbis, exploitation e toda espécie de filmes tipo b?
Hoje existe uma infinidade de filmes orientais sendo assistidos no mundo todo. Graças à sua inventividade, qualidade e, também, claro, ao Quentin Tarantino!!!
Pois é, o cara sempre fez em seus trabalhos, um mix de cultura pop, trazendo à ordem do dia atores esquecidos pelo grande público (vide John Travolta em Pulp Fiction e Pam Grier em Jackie Brown) e uma panela de influências adquiridas no anos em que trabalhou como nerd-atendente de locadora.
Cães de Aluguel e Pulp Fiction levaram a violência ao extremo sem agredir os fãs do gênero. Jackie Brown, que para muitos é o mais fraco dos filmes de Tarantino, ressuscitou o exploitation de forma engraçada e agradável.
Depois de um bom tempo envolvido em um único filme, Tarantino cometeu o petardo chamado Kill Bill vol 1 e vol 2. Neste filme ele não deixou dúvidas quanto à suas influências cinematográficas e, de uma só vez, trouxe à consagração os velhos filmes de faroeste e de ação de Hong Kong.
E pensar que essa mente insana começou em uma locadora de bairro e ganhou asas quando Tarantino, para levantar dinheiro e tentar a vida como cineasta, escreveu seus primeiros roteiros (Amor à queima roupa e Assassinos por natureza), consagrados nas mãos de outros diretores.
Mas, apesar de ser exímio roteirista, Tarantino não se faz de rogado e sempre traz para suas obras adaptações de autores malditos.
Hoje, em cartaz com Death Proof, seu segmento no projeto Grindhouse, junto com o amigo Robert Rodriguez (Planet Terror), Tarantino, mais uma vez, recebe uma saraivada de críticas, algumas elogiosas e outras nem tanto. Ele é assim, ame-o ou deixe-o.
Toda a sua produção cinematográfica, sem dúvida, abriu portas para novos diretores não menos polêmicos (veja o caso do Eli Roth) e para as produções do oriente. Por influência sua, o ocidente passou a aceitar os orientais e suas obras primas, e a olhar com novos olhos o velho cinemão barato de outrora.
Dessa forma, só tenho uma coisa a dizer: dá-lhe Tarantino!!!! O cinema dos anos 00's é outro graças a visionários e malucos como esse figurão aí de cima!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Goya's Ghosts

Goya's Ghosts (Sombras de Goya) - Milos Forman, ESP, 2006.

Milos Forman é foda! Mesmo quando não está nos melhores de seus dias, ele faz bem feito. Este "Sombras de Goya" obviamente não é o melhor de seus trabalhos mas é, de longe, bastante interessante. Não se trata da filmografia de Francisco Goya, famoso pintor espanhol. Mas também não deixa de ser uma filmografia, aquilo que Milos faz de melhor. Neste filme, o diretor tcheco conta a história de uma das musas de Francisco Goya, Inés, filha de família abastada de passado judeu. Inés, interpretada pela sempre estonteante Natalie Portman, acaba sendo detida pela "Santa Inquisição" e, forçada, confessa sua linhagem judia. Nos porões da Igreja ela passará 15 anos, até que Napoleão Bonaparte invada a Espanha e dissolva a Inquisição.
Natalie Portman, aqui, interpreta dois papeis: o de Inés e o de sua filha, Alícia, fruto de um relacionamento forçado que ela teve durante os anos que ficou presa, com o padre Lorenzo (o também excelente Javier Bardem).
Falar mais estragaria a experiência.
O filme, como já dito, não é o melhor momento de Milos, porém, como não poderia deixar de ser, é acima da média.
O trabalho, vale também, para ver uma Natalie Portman, ora maravilhosa, ora horrenda, na sua caracterização de Alícia/Inés.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Radiohead


Meu Deus!!!!!!!!!! Radiohead novo (desde 01 de outubro), e rocker!!!!!!!!!
Pega lá, que está pululando na net, nos melhores depositórios (????) deste espaço subversivo-virtual!!!!!!!!!
Thanks God, porque eu já tinha perdido a esperança em um mundo melhor!!!!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Hoje é dia de ... Nossa Senhora da Conceição Aparecida

E não esqueçamos que hoje é dia, também, da nossa mãe querida que lá do céu olha por nós.
Parabéns a todos os devotos desta maravilhosa padroeira de um país não tão maravilhoso assim, injusto e descompromissado com os ideais de igualdade e dignidade entre todos os homens.

Hoje é dia de ... Natalie Portman!


Nascida Natalie Hershlag em 09 de junho de 1981, em Jerusalem, Israel, esta é indiscutivelmente, na minha opinião, a maior e melhor atriz de sua geração.
Natalie começou cedo, em 1994 com 12 anos, com o filme "O Profissional" de Luc Besson. Em seguida vieram "Heat" de Michael Mann (1995), "Beatiful Girls" onde atuou ao lado de Matt Dillon e Uma Thurman (1996), "Todos dizem eu te amo" do mestre Woody Allen (1996) e "Mars Attacks!" do insano Tim Burton (1996).
Até 1999, Natalie deixou a profissão um pouco de lado para frequentar a High School.
A partir de 1999 sua carreira, já promissora, alavancou de vez com sua participação na nova saga de Star Wars. Participou dos novos três filmes de George Lucas. É também de 1999 sua parceria com a maravilhosa Susan Sarandon em "Anywhere but here".
Natalie nunca se mostrou uma atriz interessada no sucesso fácil e, por isso, sempre fez escolhas inteligentes. Com apenas 26 anos de idade, já participou de 28 filmes. Todos de qualidade. E, em todos eles deixou sua marca: a competência e talento indiscutíveis.
Como se já não bastasse esse sucesso todo, aliado à beleza, Natalie ainda separou um tempinho para estudar Psicologia na renomada Harvard, onde se graduou em 2003.
Já ganhou um Globo de Ouro como melhor atriz coadjuvante por "Closer" e foi indicada na mesma categoria no Oscar 2005. Mas infelizmente não levou a estatueta.
Atualmente ela pode ser vista nos filmes "Goya's Ghosts" de Milos Forman, "My Blueberry Nights" de Kar Wai Wong, "Hotel Chevalier" e "The Darjeeling Limited" de Wes Anderson. Para o ano que vem, Natalie já tem em pós produção "Mr. Magorium's Wonder Emporium" de Zach Helm, "The Other Boleyn Girl" de Justin Chadwick e "Brothers" de Jim Sheridan para 2009. Há rumores, ainda, de sua participação em "Snow and the Seven" de Francis Lawrence.
Agora é só escolher o filme e apreciar esta nova diva do cinema contemporâneo.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Duas mulhers, dois filmes...

É incrivel como o cinema comandado por mulheres vem se desenvolvendo e ganhando destaque. Filmes e mais filmes dirigidos por "nós" têm aparecido. A grande maioria, com clara qualidade e real intenção de fazer o melhor. Pois é: são as mulheres invadindo a sétima arte, não como divas, mas como "comandantes" de novas idéias.
Assisti a dois filmes latino-americanos dirigidos por duas mulheres latinas.
O primeiro, "Madeinusa", é peruano e foi dirigido por Claudia Llosa. O segundo, argentino, de nome "Geminis", foi comandado por Albertina Carri.
Ambos filmes profundos. Ambos filmes difíceis.
Em Madeinusa, um jovem geógrafo acaba ficando isolado em um pequeno vilarejo no interior do Peru, às vésperas das festividades da Páscoa. Lá conhece Madeinusa, adolescente sensível, filha da terra e do prefeito da cidade, seu algoz, de quem sofre constantes assédios sexuais e para quem deve entregar sua virgindade durande as festividades da Páscoa, que é quando Deus está morto e, portanto, o pecado não existe. Tradição do pequeno vilarejo.
Em Geminis, conta-se a história de uma família argentina classe média alta (ainda existe isso lá?) cujos filhos adolescentes vivem um tórrido caso de amor. A "tradição" aqui é a do incesto.
Quando comento aqui os filmes que assisto, não gosto de contar a história toda. Penso que cada um precisa caminhar um caminho próprio, e assistir a um filme é fazer uma viagem solitária. A interpretação a respeito da experiência cabe a cada um que a viveu.
Assim, não julgo necessário contar as histórias aqui, mas sim as experiências vividas com elas. E as experiências são minhas. E cabe a cada um vivê-las.
Pois bem. Voltemos aos filmes.
O primeiro foi arrebatador para mim. Poder conhecer uma parte do Peru, com suas tradições e violências próprias foi uma grande experiência.
No segundo, a experiência maior ficou por conta da cena em que a mãe descobre a relação dos filhos. Fantástica. Incrível. Inesquecível.
Assim, caros e poucos amigos leitores, assistam a esses dois filmes de duas mulheres incríveis e vivam suas próprias experiências. Experiências que serão especiais, garanto, uma vez que são duas produções latinas dirigidas por duas mulheres. Isso só já seria motivo para chamar nossa atenção. Mas os dois filmes escondem coisas além dessa simplória análise feita por esta insignificante que vos fala!
Grande abraço a todos.

Paísá n.09

Com um pouco de atraso meu, é claro, olha a nova Paisá aí, de n. 09. É só conferirem no link abaixo da imagem.



http://www.revistapaisa.com.br/



terça-feira, 25 de setembro de 2007

Tropa de Elite

Caracas, só se fala nesse filme. Tô meio bolada. Sei não, sei não.

Zodiaco

Zodiac (Zodiaco) - David Fincher, EUA, 2007.

Eu realmente não entendo tanto frisson em torno desse tal de Zodiaco, o maluco incompetente que matava quase sempre deixando um sobrevivente e inúmeros vestígios e depois mandava códigos para a polícia através do jornal San Francisco Chronicle, polícia esta, aliás, que nunca o pegou.
E tal frisson é tão grande que já gerou inúmeros filmes a respeito. Todos umas gororobas insuportáveis.
Este Zodiaco do David Fincher, sem dúvida nenhuma é o melhor deles. Afinal, David é o cara.
Mas mesmo assim, o filme, para mim, é algo que sai de nenhum lugar e leva a lugar nenhum.
Como pode uma história tão sem importância, já que nunca se comprovou quem era o assassino e tampouco conseguiram mapear sua estrutura psicológica a fim de entendê-lo, fazer tanto sucesso a ponto de merecer tantas projeções?
No filme, Fincher até arrisca apontar um culpado, já falecido, coitada, e ousa até dizer que podiam ser dois assassinos.
Minha teoria: podia ser quantos assassinos fossem, muitos até, resultado da histeria doentia que acomete o norte-americano médio quando trata-se desses crimes "incríveis", não importa, a história é chata, muito chata. Além do mais, os assassinatos não eram iguais. A única coisa igual era a incompetência do maluco(s) que os praticava, que sempre deixava uma vítima viva. De qualquer forma, aquele momento gerou histeria. Mal sabiam, os incrédulos norte-americanos, que coisas muito piores viriam a acontecer com eles, sobretudo a partir dos anos 90's!
Enfim, só espero que este seja o último filme a respeito da coisa toda, porque já deu o que tinha que dar!
Mas de qualquer forma, para quem não assistiu o engodo, ainda, assista e tire suas próprias conclusões. Acho que está faltando histórias interessantes para o cinema norte-americano. Ainda bem que a Europa ainda não está sofrendo dessa falta de criatividade congênita.
Grande abraço.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A vida de Jesus

La Vie de Jésus (A vida de Jesus) - Bruno Dumont, FRA, 1997.

Este é o primeiro longa do diretor franco-argentino Bruno Dumont. Nele, já se percebe qual é a real intenção do cineasta para a sua carreira: incomodar.
Professor de filosofia, Bruno Dumont não se contenta com o fácil.
São seus outros longas "Flandres" de 2006, "Twentynine Palms" de 2003 e "L' Humanité" de 1999. Em todos esses filmes participou, também, como roteirista. Ou seja, Bruno tem total domínio sobre suas obras.
E é disso mesmo que estamos falando: de verdadeiras obras e não simples filmes.
Neste "A vida de Jesus" o tema ressonante é a violência. Violência quase velada, mas latente nas personagens que desfilam ao longo da obra.
Com pouquíssimos diálogos, o longa mostra em sua plenitude o preconceito, racismo e intolerância que ainda sobrevivem nas entranhas francesas.
Esse preconceito e esse racismo estão presentes, hoje, nas obras de diversos diretores autorais. Bruno é mais um a tratar do tema com maestria e chamar a atenção para o que ainda acontece na França, berço da igualdade, fraternidade e liberdade tão amplamente proclamados com a Revolução.
Neste filme fica claro que a França está carente de uma nova Revolução, mais moderna e pronta para aceitar o mundo globalizado como hoje o é.
Não se enganem, ao assistirem "A vida de Jesus" não terão algumas horas de descontração e divertimento. É filme feito para pensar e questionar o mundo em que vivemos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A quem interessar possa...

Gente, eu sei que este blog está lento, quase parando. Mas me perdoem e, por favor, não me abandonem. É que estou no meio de uma maratona de concursos. Estou estudando muito. Não estou deixando de assistir filmes, afinal ninguém é de ferro. Só não estou tendo tempo de postá-los.
Em breve voltarei com força máxima. Por hora, vou postando lentamente, lentamente...
Grande abraço a todos

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sunshine - Alerta Solar

Sunshine (Alerta Solar) - Danny Boyle, Reino Unido, 2007.

Eu estava com um pé atrás em relação a este último filme do Danny Boyle. Embora tenha sido bem comentado e tal, dá um medo danado esse tipo de história sobre ficção científica. Aliás, o tema já foi filmado inúmeras vezes e, muitas delas, pessimamente, por diretores talentosos. Daí meu temor.
Mas Danny Boyle não é um diretor que se contenta com pouco. Seus filmes, carregados de influências pops, são sempre bons. Porém, após os ótimos "Cova Rasa" e " Trainspotting", Danny fez o caminho que a maioria dos estrangeiros talentosos faz: tentar a vida em Hollywood. E assim como a maioria, Boyle também se deixou levar melo medianismo norte-americano e perdeu a mão dirigindo filmes fáceis e pouco interessantes. Por sorte, descobriu em tempo que seu lugar é na Europa mesmo e voltou aos bons trabalhos com "Extermínio" e, logo em seguida, com "Caiu do Céu".
Este Sunshine, de cara, já se mostra uma produção diferente. Boyle reuniu em seu elenco o ótimo e cotadíssimo irlandês Cillian Murphy, com quem já havia trabalhado em "Exermínio" e que hoje se mostra como um dos melhores atores de sua geração, mais outras figuras nem tão conhecidas assim, mas competentíssimas. Trouxe, assim, para seu filme os quase desconhecidos Cliff Curtis do neo-zelandês "Encantadora de Baleias", Hiroyuki Sanada do cruisiano "O Último Samurai", Benedict Wong do bom "Coisas Belas e Sujas" e Rose Byrne de "Tróia". Para dar um up na produção, convocou a sempre bela e competente Michelle Yeoh de "O Tigre e o Dragão" e o hollywoodiano Chris Evans, o mais fraquinho de todos, de "O Quarteto Fantástico".
Soma-se a isso as ótimas influências cinematográficas de "2001" de Kubrick, "Solaris" de Tarkovisky e um pouquinho de "O Enigma do Horizonte", de Paul W. S. Anderson.
Pronto, temos, então, um ótimo filme de ficção existencialista.
Não esperem assistir a cenas dantescas de adrenalina e comoção. Mas as cenas dantescas existem na extraordinária fotografia do filme. O minimalismo do filme é o personagem que impera. Aliás, o protagonista mesmo, não é nenhuma estrela citada aí em cima. O verdadeiro protagonista do filme é o astro-rei Sol que, 50 anos no futuro, está morrendo. A tripulação Ícaro II, então, tem a missão de "reacendê-lo". Porém, na trajetória rumo ao Sol, a Ícaro II se depara com uma interceptação de rádio vinda da Ícaro I, desaparecida há dezesseis anos. O que fazer: continuar com a missão ou mudar a rota para tentar resgatar a tripulação da primeira nave que, com a mesma missão, fracassou e desapareceu há tempos? Improvisar ou manter os planos originais?
Esse é o mote do filme que, se não chega a ser uma obra prima, é sem dúvida um filmão que coloca no chinelo muitas produções milionárias de Hollywood. Assisti-lo é um exercício saudável que tem como receita o bom cinemão somado a competência de um diretor que quer ser lembrado pela ousadia, qualidade e verve pop. Sim porque apesar de tratar-se de uma obra de ficção existencialista, a cultura pop de Danny Boyle está toda lá, plano a plano.
Grande abraço e boa diversão.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Blog do dia

O blog amigo Viver e Morrer no Cinema (http://buchinsky.zip.net/) está com uma enquete sobre os melhores filmes do Mestre dos Mestre, Jerry Lewis. Passem lá e opinem.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Funny Games

Funny Games (Violência Gratuita) - MIchael Haneke, ALE, 1997.

Neste final de semana resolvi rever Funny Games do meu querido Haneke. Afinal, já dizia Guilherme Arantes que "os sonhos, em cada época da vida são diferentes". Acrescento a isso a certeza de que também as nossas percepções em cada época da vida são diferentes.
Muitos não gostam do Michael Haneke. Já li críticas devastadoras sobre ele, condenando o seu oportunismo e, exatamente aquilo que lhe faz diferente, a sua facilidade em falar sobre violência de todos os tipos.
Vou mais longe, ele é, sem dúvida, o cineasta que melhor aborda o tema intolerância. Sim, suas obras tratam sempre disso: INTOLERÂNCIA. E é incrível que, apesar de falar sempre sobre o mesmo tema, Haneke se reinventa a cada filme. Fala do mesmo, mas nunca, nunca se repete.
Este Funny Games foi o filme que lhe deu projeção mundial. É um filme difícil, que desce amargo que só!!!
É sobre dois jovens que invadem sorrateiramente as férias de um casal e seu filho pequeno. Os jovens, a princípio amáveis, se mostram, logo, logo, verdadeiros monstros cruéis. A partir daí, sem entender nada, a família passa a sofrer as mais diversas formas de violência física e psicológica. Simples assim.
Mas de simples, o filme não tem nada.
Haneke não se preocupa em nenhum momento em mostrar a origem do mal que assola a personalidade dos dois jovens. Não é isso que ele quer. Para o cineasta não interessa fazer um tratado sobre comportamento humano com justificativas imediatas. O estudo sobre o comportamento humano está todo lá, mas não oferece respostas. Os jovens são cruéis, são maus, sim, mas e daí? Daí que o resto da sociedade é vítima passiva de loucos que resolvem se divertir um pouco.
Em uma das cenas do filme, uma das vítimas pergunta a um dos jovens o porquê daquilo tudo, o porquê de não matá-los logo. No que o jovem responde que o objetivo não é simplesmente matá-los, mas principalmente se divertirem. E nessa diversão sádica é que está a perversão humana.
O filme todo se resume a isso: a diversão de dois jovens.
Mas não se enganem, a leitura desse filme não é tão fácil assim. É preciso assisti-lo, viver a experiência e tirar suas próprias conclusões.

Em tempo: apesar de declarar no começo deste post minha admiração pelo diretor Michael Haneke, temo que ele tenha se prostituído, e que minha admiração, daqui para frente, diminua. Isso porque ele próprio já concluiu o remake hollywoodiano de Funny Games, com Naomi Watts, Tim Roth e Michael Pitt. O elenco é bom, mas sei não, esses remakes feitos para o gosto norte-americano me dão um medo danado!!!!
Maiores informações no site Omelete, no link logo abaixo.
Grande abraço a todos.
link


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Sexta-feira é dia de ... Elisabeth Shue


Nascida Elisabeth Judson Shue em 06 de outubro de 1963, na cidade de Wilmington, Delaware, USA, esta suburbana começou a carreira bem cedo, atuando em comerciais de TV para levantar uns trocados. Em 1984 surgiu a chance no cinema: atuou ao lado de Ralph Macchio em "Karatê Kid".
Também em 1984 participou de três episódios do seriado "Call To Glory" na Paramount Television.
Em 1987 veio um papel que marcou bem a minha infância: a baba Chris Parker em "Adventures in Babysitting".
Estrelou também a franquia bem sucedida de Robert Zemeckis "De Volta para o Futuro" nos segundo (1989) e terceiro filmes (1990), ao lado de outro astro da época, o ator Michael J. Fox.
Antes disso, porém, atuou com Tom Cruise em Cocktail no ano de 1988.
Seu grande momento aconteceu em 1996 quando foi indicada para o Oscar de Melhor Atriz pela atuação como a prostitua Sera em "Despedida em Las Vegas", filme que fez em 1995 ao lado de Nicolas Cage, com trilha sonora de Sting. Por este filme, Nicolas Cage levou a estatueta de Melhor Ator, além do Globo de Ouro. Elisabeth, infelizmente, não.
De 1984, quando começou, até hoje, Elisabeth já atuou em aproximadamente 35 filmes, trabalhando com atores e diretores consagrados, entre eles, Woody Allen em "Deconstructing Harry", em 1997.
Atualmente pode ser vista em "First Born" e "Gracie".
Hã, ja ia me esquecendo, além de tudo isso que fez como atriz, ainda lhe sobrou tempo para estudar Ciências Políticas em Harvard.
Grande abraço a todos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Notícia quente!

Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos

Os organizadores Otavio Almeida (Hollywoodiano), Kamila Azevedo (Cinéfila Por Natureza) e Vinícius Pereira (Blog do Vinicius) convidam todos os fãs da sétima arte e seus respectivos blogs de cinema (e TV) a entrar para a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos (SBBC).


A iniciativa surge com a proposta de unificar e organizar os blogs de cinema e TV. A SBBC não deixa de ser mais um passo rumo ao respeito e reconhecimento dos blogs como veículos de comunicação feitos por competentes formadores de opinião. A grande diferença dos membros da SBBC é o amor pelo cinema.

No ano passado, participamos do Movie Bloggers Awards, que reuniu outros 16 blogueiros cinéfilos. Todos votaram em categorias semelhantes ao Oscar para eleger os melhores filmes, diretores, roteiros, etc. Veja o resultado aqui.

Além da união dos blogueiros cinéfilos em busca de divulgação e, principalmente, respeito, os organizadores decidiram dar continuidade ao Movie Bloggers Awards. Agora, a premiação dos melhores do ano apresenta um novo nome. A SBBC tem o orgulho de anunciar o Blog de Ouro. Trata-se do prêmio dos blogueiros cinéfilos para os melhores do ano no cinema (de todos os países) e na TV (neste caso, levamos as séries norte-americanas em consideração).

São 19 categorias para cinema e mais 14 para TV. Veja as 33 categorias abaixo:

CINEMA

• MELHOR FILME • DIRETOR • ROTEIRO ORIGINAL • ROTEIRO ADAPTADO • ATOR • ATRIZ • ATOR COADJUVANTE • ATRIZ COADJUVANTE • ELENCO • ANIMAÇÃO • TRILHA SONORA • CANÇÃO • FOTOGRAFIA • DIREÇÃO DE ARTE • FIGURINO • MONTAGEM • MAQUIAGEM • EFEITOS VISUAIS • SOM

TV

• MELHOR SÉRIE (DRAMA) • MELHOR SÉRIE (COMÉDIA) • ATOR (DRAMA) • ATOR (COMÉDIA) • ATRIZ (DRAMA) • ATRIZ (COMÉDIA) • ATOR COADJUVANTE (DRAMA) • ATOR COADJUVANTE (COMÉDIA) • ATRIZ COADJUVANTE (DRAMA) • ATRIZ COADJUVANTE (COMÉDIA) • ELENCO (DRAMA) • ELENCO (COMÉDIA) • MELHOR EPISÓDIO (DRAMA) • MELHOR EPISÓDIO (COMÉDIA)

A 1ª Edição Anual do Blog de Ouro considera todos os filmes e séries exibidos no Brasil no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2007. Por enquanto, a SBBC tem 14 membros (que já receberam este comunicado). Quem quiser entrar para a SBBC (o que dá o direito de votar no Blog de Ouro), deve encaminhar um e-mail para ottavioalmeida@hotmail.com até 1º de dezembro de 2007. A mensagem precisa conter:

• O nome completo do blogueiro
• O nome do blog de cinema (ou TV)
• O endereço do blog de cinema (ou TV)

Em breve, enviaremos e-mails com agenda e regulamento completo do Blog de Ouro. Até lá, esperamos por mais inscrições. Clique aqui para conhecer o blog oficial da SBBC.

Blogs do dia

A quem interessar possa, dêem uma olhada no blog do amigo Osvaldo, o Vá e Veja, em http://vaeveja.blogspot.com/
Lá tem, hoje, o trailer oficial do remake Halloween do Rob Zombie.

Aproveitem, também, e dêem uma passada em outro blog amigo, do Ricardo, o Bakemon em http://bakemon.zip.net/ para ler uma pequena mas apaixonada resenha de Faster Pussycat, Kill! Kill! do mestre explotation Russ Meyer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Blog do dia

Dêem uma passada no blog do André, o Palace Hotel, em http://photel.wordpress.com/
Lá tem, entre outras coisas, a foto da boca do vocalista do Happy Mondays, Shaun Ryder, antes de ele consertar aquilo que aparentemente eram dentes!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Oriente Médio

Empolgada que sou com o cinema "diferente" e empolgada que estou com o cinema que vem do Oriente Médio, proponho aos poucos, mas fiéis amigos que se dão ao trabalho de ler este blog que indiquem nos comentários um(s) filme(s) ou diretor(s) que gostem e que tenha(m) vindo daquela terra longínqua.
Eu vou chover no molhado e indicar o diretor Abbas Kiarostami (do Irã) e seu filme "Gosto de Cereja".
Indico também o filme "Osama" (Afeganistão) do diretor Saddiq Barmak que assisti recentemente e gostei bastante.
Grande abraço e muito grata a quem se der ao trabalho de comentar este post!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Marie Antoinette

Marie Antoinette (Maria Antonieta) - Sofia Coppola, EUA/JAP/FRA, 2006

Ontem, finalmente assisti a Maria Antonieta de Sofia Coppola. E digo assim, determinando a "dona" do filme porque é isso mesmo que Sofia é: dona de seus filmes, de suas obras. Depois de avacalhar sua carreira com um início nada promissor e bastante atrapalhado como atriz em "O Poderoso Chefão - Parte III" dirigido pelo paizão Francis Ford Coppola, Sofia se reinventou como diretora.
Começou com "Virgens Suicidas" um ótimo filme, bem dirigido, sério. Depois disso, COMETEU o absurdamente bom e para mim maravilhoso, "Lost in Translation", onde a virtuose aflorou em definitivo. Além de fazer um dos filmes mais belos sobre a estranheza do amor, conseguiu, ainda, em um mesmo momento, dirigir um ídolo seu, Bill Murray, e mostrar para o mundo o verdadeiro talento de Scarlett Johansson, que posteriormente viraria a queridinha de ninguém menos que Woody Allen.
Em apenas três filmes Sofia já mostrou a quê veio. Seus filmes são perfeitamentes reconhecíveis. A sua verve pop transborda em seus trabalhos. Música, para ela, é elemento definidor de suas ambientações. E a música aqui é sempre um pop, um rock de qualidade.
Bem, mas vamos ao filme.
Confesso que filmes históricos, como este "Maria Antonieta", que se passa na França mas falado em inglês, me irritam bastante. Respeitar a língua original, para mim, é primordial.
Assim, tinha eu, claro, um pé atrás com o trabalho.
Porém, sendo um filme de Sofia Coppola, é claro que eu tinha que assistir.
E assim como "O Pianista" de Roman Polanki (que sofre do mesmo problema da linguagem) "Maria Antonieta" me conquistou!
E me conquistou porque é pop até o talo!
Trata-se da história da última rainha da França, aquela que seria, durante a Revolução Francesa, decapitada, por, entre outras coisas, mandar o povo comer brioche na falta de pão.
E é exatamente essa Maria Antonieta que Sofia quer mostrar: fútil e alienada dos problemas reais.
Entretanto, a Maria Antonieta do filme, apesar de fútil, é sim encantadora. E não somente porque está muito bem representada pela competente Kirsten "Drunk" Dunst (que alíás eu não gosto muito), mas principalmente porque foi pensada como uma adolescente desencanada e subversiva, tão indie e maluquinha quanto a nossa Lovefoxxx!
E os elementos indies se espalham ao longo do filme, a ponto de conduzi-lo. A cena em que Maria Antonieta está escolhendo seu sapato e rapidamente aparece um All Star mostra bem isso.
O futuro rei Luiz XVI (representado por Jason Schwartzman) também está ótimo em sua insistente incompetência em cumprir suas obrigações de marido e deflorar a noiva!!
A princípio o filme pode parecer uma mera paródia feita a uma figura controversa. E acho que foi isso que levou as pessoas a se levantarem e deixarem a sala de projeção em Cannes quando da exibição do filme naquele país.
O tom pode ter sido recebido pelos franceses como de deboche. Mas não é.
Maria Antonieta, o filme, é uma obra única, de uma diretora única, que só consegue pensar o mundo através de uma visão pop e por vezes subversiva.
A intenção de Sofia Coppola, tenho certeza, não é a de agredir, mas sim de se firmar como grande realizadora que é, utilizando sempre uma linguagem mínima. Porque suas obras são realmente paradoxais: grandiosas porque mínimas, clássicas porque pop!
Hã, a história do filme? Assistam, vai valer muito a experiência!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sexta-feira é dia de ... Chloë Sevigny


Como nunca postei nada sobre mulher neste Sexta-feira é dia de... hoje falarei sobre uma que é também uma boa atriz.
Nascida Chloë Stevens Sevigny em Darien, Connecticut, Estados Unidos em 18 de Novembro de 1974, ela é hoje considerada a rainha do cinema independente norte-americano e rainha do movimento GLS (esse último eu não sei o porquê).
Começou a carreira em 1995 atuando no filme "Kids", de Larry Clark e Harmony Korine, este último seu namorado à época. Em 1997 ela voltaria a atuar em um filme de Korine "Gummo". Porém, entre "Kids" e "Gummo", Chloë deu seus próprios passos, atuando em, entre outros, "Crime em Palmeto", com Elisabeth Shue e "The Last Days of Disco", com Kate Beckinsale.
Finalmente em 1999 fez, ao lado de Hilary Swank, "Meninos não Choram" de Kimberly Peirce, filme pelo qual foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, que não ganhou, mas rendeu a estatueta de melhor atriz para Hilary.
Foi pelas mãos de outra diretora mulher, Mary Harron, que Chloë fez outro filme polêmico. Ao lado de Christian Bale atuou em "Psicopata Americano" filme baseado em livro ensurdecedor de
Bret Easton Ellis.
Atualmente ela pode ser vista em "Zodíaco", o novo filme de David Fincher e tem "Peter and Catherine" em pré-produção para este ano ainda.

Candy (Candy) - Neil Armfield, AUS, 2006.

Este é um filme que esperei ansiosamente para assisti-lo. Não porque achasse que era um puta filme, e tal. A curiosidade era tal por causa de "Réquiem para um Sonho" do Darren Aronofsky, outro filme a tratar do tema "drogas entre um casal apaixonado".
E como "Réquiem" é um dos maiores filmes sobre o tema (se não for o maior e melhor), a minha intenção com este Candy era saber até que ponto o filme não seria tão ruim assim.
Assisti-lo pensando em "Réquiem" torna Candy um filme decepcionante.
Mas, ao tirar o "véu de noiva" (ignorância) teorizado pelo filósofo norte-americano John Rawls de minha frente, pude assistir a um belo e envolvente filme sobre as fragilidades humanas.
É claro que Candy não chega a ser uma obra-prima. Mas é sincero e, nesta sinceridade, nos conquista.
Candyce é uma jovem pintora filha única de uma família classe média estabilizada. Candy conhece Dan, um jovem atraente e viciado em drogas que a apresenta aos prazeres químicos.
Eles se amam e juntos vivem todas a agruras da vida em comum. E a essa "vida em comum" soma-se o vício e os seus transtornos.
O filme não é nem pretende ser uma obra inesquecível. Mas convence. Principalmente a química entre Candy (Abbie Cornish) e Dan (Heath Ledger). Ambos combinam muito em cena. E aí, infelizmente, voltei a lembrar de "Réquiem" e da química entre Jennifer Connelly e Jared Leto, incríveis. E, então, o "véu de noiva" de John Rawl se impôs novamente em mim.
O filme acabou e pouca coisa ficou.
Mas valeu a pena. Por breves instantes, mas inesquecíveis instantes.

Tillsammans

Tillsammans (Together/Bem-Vindos) - Lukas Moodysson, SUE, 2000.

Outro grande filme do cara que eu falei aí em cima. Só que este é uma comédia divertidíssima sobre um grupo de hippyes no meio da década de 70 que se vêem obrigados a receber em sua comunidade a irmã de um deles, acompanhada de seus dois filhos quase adolescentes.
Com a nova convivência, a confusão está armada. Tanto os novos moradores da comunidade quanto os originários terão de abdicar de alguns preceitos para que a ordem seja completa. Ordem baseada na anarquia, é claro.
Ótimo filme que mostra os desejos e intenções de um grupo de pessoas em meio a uma Suécia e uma Europa em profunda mudança econômica e política.
É comédia, mas é bem séria!

Fuking Ämäl

Fuking Ämäl (Amigas de Colégio) - Lukas Moodysson, SUE, 1998.

Assisti novamente a Fuking Ämäl, filme de Lukas Moodysson, um dos mais promissores diretores atuais de origem sueca.
Já falei aqui sobre minha admiração pelo cinema europeu, sobretudo pelo cinema nórdico. Suécia, Finlândia, Dinamarca...enfim, países tão ermos para nós brasileiros, mas que me encantam muito. Adoro assistir filmes que vêem de lá e da Rússia. Acho que é porque são paisagens e culturas tão diferentes da nossa! E isso me encanta, conhecer o novo (ao menos para mim), o diferente.
Mas vamos ao filme.
Este é um filme sobre adolescentes. Mais do que isso, sobre adolescentes confusos. E tudo o que esse período da vida pode trazer de bom e ruim ao mesmo tempo.
Agnes é uma menina tímida e introvertida, nova na cidade, com dificuldades extremas de relacionamento. Sua única amiga é uma deficiente física que ela nem gosta tanto assim. Mas Agnes tem um segredo: é perdidamente apaixonada pela garota mais popular do colégio, Elin, que não lhe dá a mínima bola. Afinal, Elin é hétero.
Porém, por conta do acaso e de uma brincadeira de muito mal gosto, Elin acaba beijando Agnes. E o que parecia um sacrilégio, vira amor.
O filme é delicado, bonito. Deixa bem claro que os problemas adolescentes são praticamente os mesmos em qualquer lugar do mundo.
O final é bastante empolgante.
Vale a pena assisti-lo para conhecer o ótimo Lukas Moodysson e viver uma experiência incrível.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Aos meus caros e poucos amigos que se dão ao trabalho de ler este blog.
Devo informar que estou um pouco afastada das funções esta semana por conta dos loucos compromissos que tenho comigo mesma. Estudar, estudar, estudar.
Saibam todos que sou concurseira.
Pois é, estou na batalha tentando um emprego estável e que me traga uma certa liquidez. Só assim poderei sobreviver neste mundo de meu Deus e, claro, porque ninguém é de ferro, adquirir as minhas preciosidades cinematográficas que tanto amo!
Desta feita, informo-lhes (ao menos a quem interessar possa) que estou no meio do processo de estudo para três concursos!!! Por isso, esta ausência.
Mas peço, por obséquio: não me abandonem! Tenho três filmes para comentar esta semana, ainda (eu disse que ninguém é de ferro!). Devo fazê-lo até sexta.
E assim, como sou brasileira e não desisto nunca, espero por vocês já, já.
Grande abraço.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Assistindo...

Zoolander (Zoolander) - Ben Stiller, EUA, 2001.

...e achando muuuito bom!!!!!

Last Days

Sabe o que era mais interessante em Kurt Cobain? Sem dúvida a sua dualidade.
Se em cima de um palco ele era absolutamente agressivo, voraz, tão roqueiro que virou um clichê dele mesmo, longe das luzes ele era doce e ingênuo. Quem já leu alguma biografia sua sabe disso.
Sua dependência e seus problemas com drogas e, principalmente, heroína, surgiram mais para aplacar a sua incurável dor de estômago do que como resultado do ambiente em que cresceu. Nascido na cidade de Aberdeen, o que se poderia chamar de algum lugar meio esquecido do Estado de Seattle, o ídolo que aprendemos a idolatrar teve uma infância pobre e problemática. Após a separação dos pais, Kurt morou com vários parente e amigos. Era o tipo de pessoa que dormia em qualquer sofá que lhe oferecessem. Desde muito cedo interessou-se por música e guitarras. Sua genialidade (ou loucura?) formou-se a partir da adolescência, quando começou a demonstrar seu interesse pelo kirsch, pelo brega, pelo feio.
Vítima, talvez, desse ambiente sem controle, Kurt, apesar de tudo isso, mostrou ser uma pessoa doce. Com sérios problemas, mas doce.
Demorou muito para experimentar drogas pesadas. E o fez, como já mencionado logo acima, mais para aplacar a sua dor de estômago do que para fazer parte do todo rock and roll ao qual passara a pertencer. Afinal, Kurt era outsider e não precisava imitar ninguém, nem mesmo seus ídolos. Hoje já se sabe que Kurt Cobain tinha um problema congênito, uma veia na parede de trás de seu estômago era constantemente pressionada por uma costela, o que gerava as dores intensas e o seu desespero. Ironia: talvez se soubesse disso, teria se preservado. Não, acho que não!
Enfim, um gênio ou um louco que deu cabo da própria vida porque não aguentava mais viver a fama e o sucesso? Não sabemos hoje e talvez nunca saberemos. A única certeza é a da sua importância para o rock and roll e para o meio pop.
Falei tudo isso aí em cima só para dizer que assisti ao filme do Gus Van Sant, Last Days, e gostei,
Gostei, principalmente, porque o Blake do filme (ligeiramente inspirado em Kurt, segundo o próprio diretor) é doce, muito doce. Doce mesmo estando em um estado letárgico e planejando suicidar-se.
O filme foca os últimos três dias de vida de Kurt, ops, Black, um astro do rock que não suporta mais a vida que leva. Após fugir de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, volta para sua mansão, onde fica por volta de três dias até ser encontrado morto pelo seu jardineiro.
E é exatamente esses últimos três dias de vida do Kurt que ninguém sabe até hoje exatamente o que aconteceu.
A interpretação que o diretor Gus Van Sant deu aos últimos três dias não é inovadora. Não trouxe nenhuma informação extra. Mostrou apenas aquilo que se concluiu ter acontecido após uma investigação policial. E o que o Kurt fez nesses últimos três dias de vida? Está lá, no filme, na figura frágil de Black, divinamente interpretado por Michael Pitt.
Se eu gostei do filme? Gostei, gostei muito. Não é um filme fácil de digerir. As cenas são demasiadamente lentas. Mas é um trabalho autoral, bem centrado e muito digno do diretor Gus Van Sant.
No entanto, apesar de ter gostado bastante do filme, ainda tenho como sonho de consumo assistir à vida de Kurt Cobain contada pelo excelente Milos Forman, filmografista de primeira. Quem sabe um dia??????


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Assistindo...

Last Days (Últimos Dias) - Gus Van Sant, EUA, 2005.

Estou assistindo Last Days, na segunda-feira falo sobre ele. Mas já adianto que é um filme difícil de digerir. Mas estou gostando.